Covid: EUA registra recorde de hospitalizações de crianças contaminadas com coronavírus

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As hospitalizações de crianças com covid-19 marcaram um recorde nos Estados Unidos, onde as crianças estão cada vez mais sendo afetadas pela variante ômicron.

De acordo com a Academia Americana de Pediatria, quase 199.000 crianças foram registradas como infectadas pela covid-19 até 23 de dezembro, a última data para a qual há dados disponíveis, um aumento de 50% nos números desde o início do mês.

Embora os especialistas estejam preocupados e enfatizem a intensificação da vacinação infantil, os primeiros indícios sugerem que a taxa de doenças graves da nova variante pode ser menor que aquela das variantes anteriores e que seu caráter extremamente contagioso está por trás do aumento acelerado de casos.

Números crescentes

A única outra faixa etária em que as hospitalizações atingiram novo pico é na faixa etária de 18 a 29 anos.

No entanto, a proporção de casos graves ainda é muito menor, em termos absolutos, se comparada às faixas etárias mais avançadas.

Um total de 803 pessoas de 0 a 18 anos morreram em decorrência da covid-19 nos Estados Unidos, de um total de mais de 820.000 desde o início da pandemia.

As primeiras pesquisas de Hong Kong, baseadas em testes de laboratório com amostras de tecido, mostraram que a ômicron se replica até 70 vezes mais rápido nos brônquios, as vias que levam o ar aos pulmões, em comparação com a delta, o que pode explicar sua rápida disseminação pela população.

"Acho que, a esta altura, é um jogo de números", disse Jim Versalovic, patologista e imunologista do Texas Children's Hospital, o maior hospital infantil dos Estados Unidos.

Os adolescentes internados no hospital Versalovic são "quase todos não vacinados".

(Com informações da AFP)


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