Covid: Governo prevê vacinação em crianças na 1ª quinzena de janeiro

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Brazil's Health Minister Marcelo Queiroga attends a news conference in Brasilia, Brazil October 8, 2021. REUTERS/Ueslei Marcelino
O anúncio da previsão aconteceu após uma coletiva de imprensa em Brasília. A fala, no entanto, ocorreu fora da transmissão das câmeras. (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta sexta-feira (31) a vacinação contra Covid-19 em crianças deverá começar na primeira quinzena de janeiro de 2022. 

O anúncio da previsão aconteceu após uma coletiva de imprensa em Brasília (DF). A fala, no entanto, segundo a GloboNews, ocorreu fora da transmissão das câmeras. 

O Ministério da Saúde já disse que a previsão é que a vacinação em crianças de 5 a 11 anos comece em janeiro, mas não havia citado novamente qualquer data ou período.

A vacinação em crianças com o imunizante da Pfizer foi autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no dia 16 de dezembro. Mesmo assim, 15 dias depois, o governo federal ainda não aplicou qualquer dose nessa parcela da população.

Em meio às contestações sem evidências do presidente Jair Bolsonaro (PL), o Ministério da Saúde promoveu uma consulta pública sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos Contra a covid-19, que deve ficar disponível até 2 de janeiro de 2021. 

Após a Anvisa autorizar o uso da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos, o Bolsonaro declarou a jornalistas que, se depender dele, será necessário receita médica para a realização da vacinação.

"Se depender de mim, é o pai que decide (se a criança deve receber a vacina). Vai pedir receita médica também. Não é o governador ou prefeito quem vai decidir isso. Liguei para o Queiroga e dei uma diretriz para ele. Obviamente, é ele quem bate o martelo porque é o médico da equipe. Vai passar pela Saúde", disse Bolsonaro na ocasião.

Na última semana, Queiroga já havia dito que a pasta não tinha urgência em iniciar a vacinação de crianças.

"Os óbitos de crianças estão dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais. Ou seja, isso favorece que o ministério possa tomar uma decisão baseada na evidência científica de qualidade, na questão da segurança, na questão da eficácia", informou o ministro a jornalistas.

A expectativa é que a pasta anuncie alguma atualização sobre o tema em 5 de janeiro.

DataSUS deve ser restabelecido até 15 de janeiro, diz ministro

Queiroga também afirmou que o DataSUS, plataforma que reúne dados epidemiológicos como número de casos e óbitos por Covid-19, deve ser normalizado até o dia 15 de janeiro

O ministro ressaltou, no entanto, que não é possível "cravar" uma data. O sistema saiu do ar pós ataques hackers que afetaram as plataformas do ministério.

Além do DataSUS, o ConecteSUS, que disponibiliza o certificado de vacinação, também foi afetado, mas já está restabelecido.

— A expectativa é de ter o prazo mais curto possível. Na primeira quinzena esperamos estar com dados estabilizados. Mas nunca dá para cravar. É uma luta diária contra essas ameças — disse Queiroga.

Os dados do DataSUS são usados pelas secretarias de todo país para avaliar o cenário da pandemia, mas o ministro negou que sua ausência deixe o monitoramento "no escuro".

— A Polícia Federal já apura esse fato, mas nós nunca ficamos no escuro, porque os dados chegam ao Ministério da Saúde, são processados no âmbito da Secretaria de Vigilância Sanitária e acompanhamos a evolução da pandemia em todos estados e municípios do Brasil.

Após 13 dias fora do ar, o ConecteSUS, que permite emissão do certificado de vacinação, voltou a funcionar no dia 23. O DataSUS, no entanto, segue com falhas.

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