Covid matou mais crianças no Brasil que doenças com vacina em 15 anos

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Criança recebe dose de vacina - Foto: Reprodução
Criança recebe dose de vacina - Foto: Reprodução
  • A mortalidade de crianças por covid no Brasil é maior do que o total de doenças tratadas com vacinas

  • Na última quinta-feira (16), a Anvisa aprovou o uso do imunizante da Pfizer para menores de 5 a 11 anos

  • Embora as mortes pela covid tenham caído 94%, o presidente Jair Bolsonaro (PL) é contra a vacinação

A mortalidade de crianças por covid-19 no Brasil é maior do que o total de outras doenças tratadas com vacinas, o que reforça a urgência da imunização, já aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), da faixa entre 5 e 11 anos contra o coronavírus.

Segundo dados do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), do Ministério da Saúde, divulgados pelo portal UOL, 1.148 crianças de 0 a 9 anos morreram de covid-19 no país desde o início da pandemia, o equivalente a 0,18% dos óbitos. O número supera o total de mortes por doenças com vacinação ocorridas entre 2006 e 2020 no país (955 vítimas).

Em 2020, tuberculose e sarampo foram as principais causas das 30 mortes registradas nessa faixa etária de doenças com imunizantes. Foram registrados 10 óbitos por tuberculose do sistema nervoso, 10 de sarampo, 4 de coqueluche, 3 de meningite por Haemophilus, 2 de tuberculose miliar e 1 de hepatite aguda B.

Na última quinta-feira (16), a Anvisa aprovou o uso do imunizante da Pfizer para menores de 5 a 11 anos. A decisão foi comemorada por especialistas e sociedades científicas médicas em razão dos bons resultados da vacina contra a covid-19 aplicada em crianças pelo mundo.

Embora o número de mortes pela covid-19 tenha despencado 94% em novembro, na comparação com o pico de março, por causa da imunização em massa, o presidente Jair Bolsonaro (PL) é contrário à vacinação. Ele criticou a liberação para crianças e pediu a divulgação dos nomes dos técnicos da Anvisa que tomaram a decisão.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou que quer ouvir especialistas e a sociedade antes de começar a vacinação do grupo. O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, respondeu à declaração do titular da pasta.

"Não trata-se apenas de uma decisão dos comitês técnicos da agência com seus mais de 20 anos de experiência. (...) As sociedades médicas (também) nos deram a segurança para promulgar a decisão que fizemos com base técnica, nada de política, nada de outras influências", declarou Barra Torres ao canal Globo News. "E o que esperamos agora é uma análise o mais rápida possível (por parte do ministério)", completou.

"Eu tenho certeza que o senhor ministro de estado, ao contatar essas entidades, terá logicamente os mesmos pareceres que nós tivemos e hoje foram colocados em público", disse.

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