Covid mergulha Biden em inverno de descontentamento

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O democrata Joe Biden enfrenta um inverno de descontentamento, bem diferente da esperança que ele gerou quando assumiu o cargo, há 11 meses, prometendo acabar com a liderança errática de Trump e controlar a pandemia (AFP/Nicholas Kamm) (Nicholas Kamm)
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    Joe Biden
    Presidente dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu "seguir a ciência" quando sucedeu Donald Trump, mas, um ano depois, o recorde de infectados, a escassez de testes e a resistência obstinada às vacinas converteram um dos pontos fortes de sua presidência em um lastro crescente.

O lado positivo dos números alarmantes é que a variante Ômicron, que fez a quantidade de casos disparar, é altamente contagiosa, porém menos fatal do que as anteriores. Como as hospitalizações aumentaram apenas 11% nos Estados Unidos, enquanto há 126% a mais de casos, o principal especialista em doenças infecciosas que assessora o governo, Anthony Fauci, chamou os dados de "encorajadores".

Ainda assim, a incerteza contínua e a grande velocidade da propagação viral foram suficientes para causar estragos e prejudicar Biden politicamente. Há temores de que os hospitais não forneçam suprimentos, que as companhias aéreas cancelem centenas de voos e que grandes eventos esportivos tenham que ser interrompidos.

Com esse panorama, o democrata Biden enfrenta um inverno de descontentamento, bem diferente da esperança que ele gerou quando assumiu o cargo, há 11 meses, prometendo acabar com a liderança errática de Trump e controlar a pandemia.

Com as sequelas da chegada da variante Delta no verão e da Ômicron neste inverno, Biden é alvo de críticas, com índices de popularidade inferiores a 40% e uma desaprovação de 52%.

- O tolerável -

Segundo o jornal "The New York Post", Biden pode não ser o culpado pela Covid, mas sua resposta é inepta. "Em poucas palavras: o exagero, a incompetência, a hipocrisia e as mentiras da equipe de Biden não inspiram confiança", avaliou o Post em seu editorial de ontem.

As críticas mais recentes são motivadas pela falta de kits de teste rápido, com farmácias sem estoque e centros de detecção administrados pelo governo com longas filas . O governo diz que está prestes a despachar 500 milhões de kits de teste caseiro, entre outras medidas, mas o próprio Biden reconheceu esta semana que "claramente não é suficiente".

Howard Forman, professor da Escola de Saúde Pública de Yale, disse à AFP que as categorias de alto risco deveriam fazer testes com frequência, uma vez que os medicamentos podem prevenir formas graves da doença se detectada precocemente.

A melhor defesa contra a Covid continua sendo a vacina. A taxa de mortalidade relacionada ao novo coronavírus é 14 vezes maior para aqueles que não foram vacinados, em comparação com aqueles que receberam as doses, de acordo com o Centros para o Controle de Doenças (CDC).

Nesse campo, Biden enfrenta uma resistência obstinada, muitas vezes em áreas que tendem a votar em republicanos. Apesar dos meses de insistência e do acesso fácil às vacinas, apenas 62% dos americanos foram totalmente vacinados e menos de 33% receberam a dose de reforço.

Em um comentário revelador feito nesta quarta-feira, a diretora do CDC, Rochelle Walensky, disse que a decisão de encurtar o período de isolamento para pessoas assintomáticas foi baseada não apenas na ciência, mas também em um fator humano e político. “Teve muito a ver com o que achamos que as pessoas poderiam tolerar”, contou à rede de TV CNN.

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