Covid: Novas internações dobram em SP, mas oferta de leitos cai 18%

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SAO PAULO, BRAZIL - MAY 20:  Dr. Leandro Santos performs a central venous catheter procedure on a COVID-19 patient in the Intensive Care Unit (ICU) of a former men’s hospital, which has been converted into a field hospital for COVID-19 patients, on May 20, 2021 in Sao Paulo, Brazil. The hospital currently has 20 ICU beds, 16 of which are occupied. Health experts are warning that Brazil should brace for a new surge of COVID-19 amid a slow vaccine rollout and relaxed restrictions. The state of Sao Paulo has registered more than 3 million cases of COVID-19 and more than 100,000 deaths. More than 440,000 people have died in Brazil by COVID-19, second only to the U.S.  (Photo by Mario Tama/Getty Images)
SAO PAULO, BRAZIL - MAY 20: Dr. Leandro Santos performs a central venous catheter procedure on a COVID-19 patient in the Intensive Care Unit (ICU) of a former men’s hospital, which has been converted into a field hospital for COVID-19 patients, on May 20, 2021 in Sao Paulo, Brazil. The hospital currently has 20 ICU beds, 16 of which are occupied. Health experts are warning that Brazil should brace for a new surge of COVID-19 amid a slow vaccine rollout and relaxed restrictions. The state of Sao Paulo has registered more than 3 million cases of COVID-19 and more than 100,000 deaths. More than 440,000 people have died in Brazil by COVID-19, second only to the U.S. (Photo by Mario Tama/Getty Images)
  • As novas internações em leitos reservados para covid-19 mais do que dobraram em um mês em SP

  • O aumento se deve ao rápido avanço da variante ômicron e o surto de gripe pela cepa H3N2

  • No período, a queda de leitos para covid teve redução média de 18%

As novas internações em leitos reservados para covid-19 mais do que dobraram no intervalo de um mês no estado de São Paulo, segundo dados da Info Tracker, plataforma de monitoramento da pandemia da USP e Unesp, obtidos pelo portal UOL. O aumento se deve ao rápido avanço da variante ômicron do coronavírus e o surto de gripe pela cepa H3N2.

A ômicron representa 92,6% dos testes positivos para covid no Brasil, segundo o ITpS (Instituto Todos pela Saúde).

Apesar do aumento nas internações, a queda de leitos para covid teve redução média de 18% entre 1º de dezembro e 6 de janeiro, ainda segundo a Info Tracker, que contabilizou a oferta de leitos estaduais, municipais e privados.

"A rede [hospitalar estadual] tem total capacidade de absorção de novos casos da doença", afirmou a Secretaria Estadual de Saúde em nota ao portal UOL. "Há 4.010 pacientes internados entre confirmados para Covid e suspeitos por SRAG [Síndrome Respiratória Aguda Grave], sendo a maioria em enfermaria com 2.596 pessoas."

O ritmo de internações aumentou 101% no interior paulista, 155% na Baixada Santista, 125% na região metropolitana e 115% na média estadual entre 1º de dezembro e 6 de janeiro.

Segundo o governo estadual, São Paulo tinha na sexta-feira (7) ocupação média dos leitos em UTI reservados para covid-19 de 30,3%. Se o levantamento considerar o mês de novembro, a redução chega a 35%.

Na capital, o fechamento de leitos municipais é ainda maior: queda de 78% de 1º de dezembro a 6 de janeiro, percentual que sobe para 88% quando comparado com os leitos oferecidos em 1º de agosto. Eram 846 vagas em UTI; agora são 98. A Prefeitura nega a redução de leitos: "37% [dos leitos] estão ocupados, além de 240 leitos de enfermaria, com 44% ocupados".

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