Covid: Pfizer pede aval para uso da nova versão da vacina em bebês nos EUA

Os laboratórios Pfizer e BioNTech solicitaram à Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, o aval para que a nova vacina contra a Covid-19, que amplia a proteção contra a variante Ômicron, seja aplicada em bebês de seis meses a 4 anos.

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O imunizante bivalente, desenvolvido com parte da cepa original do novo coronavírus, descoberta em 2019, e parte da Ômicron BA.4/BA.5, prevalente hoje, tem o uso autorizado no país para todos acima de 5 anos como uma dose de reforço após quatro meses da última aplicação. No Brasil, o sinal verde é para público a partir de 12 anos.

Com o pedido, o objetivo das farmacêuticas é substituir a terceira aplicação dos bebês por uma da nova vacina, mantendo as duas primeiras da versão tradicional. Isso porque o esquema dos mais novos já é composto inicialmente por três doses.

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Em comunicado, os laboratórios avaliam que, “com o alto nível de doenças respiratórias circulando atualmente entre crianças menores de 5 anos, as vacinas para Covid-19 atualizadas podem ajudar a prevenir doenças graves e hospitalização”.

Eles afirmam ainda que a abertura de um pedido semelhante está em discussão com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), órgão regulador da União Europeia.

Vacina bivalente no Brasil

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou as vacinas bivalentes no final de novembro. Além da que engloba a Ômicron BA.4/BA.5, há uma versão com a Ômicron BA.1, subvariante que circulou no início do ano. O pedido é referente ao uso como uma dose de reforço na população com 12 anos ou mais.

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Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é que as primeiras unidades cheguem ao país ainda neste mês. Porém, não há ainda informação sobre quantas doses serão recebidas e qual será o cronograma de aplicação.

O governo federal tem um contrato ainda vigente com a Pfizer que permite que diferentes doses da vacina sejam solicitadas, como as novas bivalentes ou a versão pediátrica para bebês a partir de seis meses.

A vacinação dos pequenos é permitida hoje com a versão tradicional para aqueles com comorbidades, mas a ampliação para todos da faixa etária foi recomendada pelos órgãos técnicos do ministério e está sendo alvo de consulta pública.