Uso de máscara deixa de ser obrigatório no transporte público em São Paulo

Passengers wearing face masks sit inside a bus amid the COVID-19 outbreak in Sao Paulo, Brazil on June 21, 2021. (Photo by Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images)
Passengers wearing face masks sit inside a bus amid the COVID-19 outbreak in Sao Paulo, Brazil on June 21, 2021. (Photo by Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images)

A partir desta sexta-feira (9), o uso de máscaras de proteção contra Covid no transporte público de São Paulo deixa de ser obrigatório. O anúncio da liberação foi feito nesta quinta-feira (8) pelo governo do estado e pela Prefeitura de São Paulo.

Com a medida, a partir de agora, passageiros de ônibus, Metrô e trem podem escolher se querem ou não usar a máscara.

A obrigação do uso de máscara no transporte público começou em maio de 2020, logo após o início da pandemia de coronavírus.

No entanto, o uso de máscaras permanece obrigatório no estado de São Paulo em hospitais e serviços de saúde como: laboratórios e postos de saúde.

A decisão ocorreu após recomendação do Conselho Gestor da Secretaria de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde de São Paulo, o antigo Comitê Científico.

Apesar da liberação, o governo paulista e a prefeitura recomendam que grupos considerados vulneráveis, como idosos e pessoas imunossuprimidas, continuem fazendo uso do equipamento para proteção pessoal.

“Segundo nova avaliação feita pelo Conselho Gestor, formado por especialistas em saúde pública, o atual cenário epidemiológico da COVID-19 permite flexibilizar a restrição. O órgão orienta que a população siga utilizando máscaras nos meios de transporte coletivo, como metrô, ônibus e trens. A recomendação vale especialmente aos grupos considerados vulneráveis, como idosos a partir dos 60 anos de idade e pessoas imunossuprimidas, por exemplo”, informa o comunicado conjunto estadual e municipal.

Ainda de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, houve queda de mais de 90% das internações e mortes por Covid no estado de São Paulo neste ano. O total de pacientes com a doença internados em Unidades de Terapia Intensiva passou de 4.091 em 3 de fevereiro para 363 agora em setembro.

Além disso, a média móvel de mortes também recuou de 288 óbitos em 9 de fevereiro para 27, no mesmo período.

“O estado de São Paulo conseguiu um índice de cobertura fantástico na campanha de vacinação contra o novo coronavírus, e protegeu sua população, principalmente contra casos graves da doença. Como consequência, as internações e óbitos despencaram. Isso nos dá a segurança necessária para a flexibilização do uso de máscaras neste momento, mas seguiremos atentos, monitorando os dados epidemiológicos de forma constante”, afirmou o infectologista David Uip, Secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde de São Paulo.