Nova variante prejudica Réveillon, mas não ameaça Carnaval em SP, diz secretário

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Sao Paulo Governor Joao Doria, (R), and Sao Paulo state Health Secretary Dr. Jean Gorinchteyn, (L), pose for photos next to a container carrying doses of the CoronaVac vaccine after it was unloaded from a cargo plane that arrived from China at Guarulhos International Airport in Guarulhos, near Sao Paulo, Brazil, on November 19, 2020. - Brazil received this Thursday the first lot with 120,000 doses of the CoronaVac vaccine, developed by the Chinese laboratory Sinovac Biotech. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Sao Paulo Governor Joao Doria, (R), and Sao Paulo state Health Secretary Dr. Jean Gorinchteyn, (L), pose for photos next to a container carrying doses of the CoronaVac vaccine after it was unloaded from a cargo plane that arrived from China at Guarulhos International Airport in Guarulhos, near Sao Paulo, Brazil, on November 19, 2020. - Brazil received this Thursday the first lot with 120,000 doses of the CoronaVac vaccine, developed by the Chinese laboratory Sinovac Biotech. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
  • A nova variante da covid-19 prejudica a realização do Réveillon, mas não ameaça o Carnaval em SP

  • A avaliação é do secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn

  • A cepa, descoberta na África do Sul, foi batizada de ômicron

A variante da covid-19 descoberta na África do Sul, batizada de ômicron, prejudica a realização das festas de Réveillon, mas não ameaça o Carnaval de 2022 em São Paulo, na avaliação do secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn.

Em entrevista ao portal UOL, o integrante do governo paulista afirmou que o alto índice de vacinação no estado tranquiliza o cenário epidemiológico para a chegada de uma nova cepa, mas sugeriu cautela ao comentar sobre as comemorações. Ele reconheceu que, mesmo que autoridades não organizem as festas de Réveillon, as pessoas irão celebrar em suas casas ou em festas privadas.

"Nós estamos com muita atenção à sugestão para que o Réveillon não aconteça. Em relação ao Carnaval, nós temos ainda três meses de avaliação, pode ser que tenhamos um ambiente muito mais favorável. É um outro passo a ser discutido lá pra frente", declarou o secretário estadual de Saúde.

A Prefeitura de São Paulo está organizando a festa de Ano-Novo, que tradicionalmente acontece na avenida Paulista. Contudo, em nota ao portal UOL, reforçou que "a realização do evento está condicionada ao quadro epidemiológico relativo à pandemia de covid-19 e entendimento das autoridades de saúde pública e sanitárias".

Para o secretário estadual, as informações disponíveis sobre a variante, por enquanto, são insuficientes para estabelecer novas restrições. O governo paulista já anunciou a liberação de máscaras de proteção em locais abertos para 11 de dezembro.

"As variantes normalmente surgem em locais em que a circulação do vírus é cada vez maior. Foi o que a gente teve como expectativa catastrófica de uma terceira onda agora em setembro e isso não aconteceu porque nós já tínhamos um número de pessoas vacinadas muito grande. Então, [a piora no cenário] não se consolidou", disse Gorinchteyn ao portal UOL.

A nova variante do coronavírus que foi registrada pela primeira vez na África do Sul já é considerada aquela com o maior número de mutações. Ainda é cedo para dizer o quão transmissível ou perigosa é a variante B.1.1.529, porque ela ainda está restrita a uma Província sul-africana. Entretanto, um pesquisador já a classificou como "horrível", enquanto outro disse ser a pior já vista.

Em entrevista coletiva, o professor Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Resposta Epidêmica e Inovação, na África do Sul, disse que foram localizadas 50 mutações no total, e mais de 30 na proteína spike — "chave" que o vírus usa para entrar nas células e alvo da maioria das vacinas contra a covid-19.

Oliveira, que é brasileiro, disse que a variante carrega uma "constelação incomum de mutações" e é "muito diferente" de outros tipos que já circularam. "Esta variante nos surpreendeu, ela deu um grande salto na evolução [e traz] muitas mais mutações do que esperávamos", disse ele.

Até agora, foram confirmados 77 casos na Província de Gauteng, na África do Sul; quatro casos em Botswana; e um em Hong Kong, diretamente relacionado a uma viagem à África do Sul. A variante, segundo o secretário de saúde de São Paulo, não foi encontrada em território paulista.

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