CPI convoca Google, Twitter e Facebook por posts de Bolsonaro com desinformação sobre covid

CPI da Covid no Senado. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
CPI da Covid no Senado. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
  • CPI aprova requerimentos de convocação de representantes do Google, Twitter e Facebook

  • Objetivo é apurar disseminação de informações falsas sobre a pandemia da covid pelo presidente Jair Bolsonaro

  • Senadores aprovaram também depoimento secreto de Witzel sobre indicações nos hospitais federais do RJ

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado aprovou nesta quarta-feira (23) a convocação de representantes do Google, Twitter e Facebook. O requerimento foi apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, após após transmissão semanal na internet, ontem, do presidente Jair Bolsonaro em que ele afirmou, erroneamente, que quem contraiu o vírus já está imunizado.

O objetivo da comissão é questionar as empresas sobre o motivo de não tirarem do ar conteúdo considerado contrário às evidências científicas e às medidas sanitárias divulgado pelo presidente Jair Bolsonaro.

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“Presidente tem direito de falar a besteira que quiser, mas ele não tem o direito de produzir o aumento desses números [de mortos pela covid-19], de disseminar notícias sem lastro da ciência. Por isso estou protocolando agora requerimento de convocação das plataformas do Facebook e do Youtube. Por muito menos, o Twitter e o Facebook baniram Donald Trump”, disse Randolfe.

Depoimento secreto de Witzel

A CPI aprovou ainda requerimento que pede realização de depoimento secreto do ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel. Ele afirmou à CPI ter “fatos gravíssimos” sobre a intervenção do governo federal no combate à pandemia.

O ex-governador afirmou, em seu depoimento, que os hospitais federais do Rio de Janeiro "têm dono". 

Segundo interlocutores de Witzel, ele pretende relatar, em reunião secreta, uma suposta influência do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) na indicação de cargos dos hospitais federais do Rio.

Questionado ainda pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), se o presidente Jair Bolsonaro foi comunicado sobre o processo de investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, Witzel disse que falaria apenas em sessão sigilosa.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu então o depoimento reservado de Witzel, mas o ex-governador disse que os “fatos são graves” e pediu que fosse feito em outra data.

"Motociatas"

Os senadores aprovaram também requerimento para que o Tribunal de Contas da União (TCU) faça uma auditoria nos gastos da União com as chamadas “motociatas” promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi aprovado por 6 votos contra 4.

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