CPI COVID: Ex-secretário do Ministério da Saúde diz que cloroquina foi comprada em 2020 para tratamento de malária

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Foto: Reprodução
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  • Remédio foi promovido por Bolsonaro e apoiadores para combate à Covid

  • Medicação não tem efeito no tratamento de infectados com coronavírus

  • Élcio Franco presta hoje (9) depoimento à CPI

O coronel Élcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde que atuou na gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello, disse em seu depoimento à CPI da Covid nesta quarta-feira (9) que a pasta comprou cloroquina em 2020 para tratamento de malária, e não de Covid.

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A medicação não tem eficácia comprovada no tratamento contra a Covid, mas foi defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e aliados durante a pandemia. O tema é investigado pela CPI, que busca entender porque o remédio foi defendido pelo governo federal.

"Aqui, gostaria de fazer um esclarecimento de um assunto recorrente, mas é preciso registrar. Por solicitação do general Pazuello, eu informo que durante a nossa gestão não ocorreu aquisição de cloroquina para o ano de 2020 para o combate a Covid-19. Porém, identificamos que, para atender ao programa anti-malária do primeiro semestre desse ano, em 30 de abril de 2020 foi assinado um termo aditivo ao TED [Termo de Execução Descentralizada] com a Fiocruz no valor de R$ 50 mil, visando a aquisição desse fármaco para entrega posterior. Enfatizo que é para o programa anti-malária”, declarou Élcio.

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