CPI da Covid: Queiroga e Pazuello serão convocados novamente, diz presidente

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Doctor Marcelo Queiroga (L), appointed by Brazilian President Jair bolsonaro for Minister of Health, and current Minister Eduardo Pazuello talk to the press outside the ministry in Brasilia, on March 16, 2021. - Queiroga replaces the former Minister of Health Eduardo Pazuello at a time when the health system is on the verge of collapse due to the coronavirus pandemic that has already left nearly 280,000 dead. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
O atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (à esq.), e o ex-titular da pasta general Eduardo Pazuello, deverão ser reconvocados à CPI da Covid no Senado. (Foto: EVARISTO SA / AFP via Getty Images)

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), disse que o ministro da Saúde Marcelo Queiroga e o ex-ministro Eduardo Pazuello serão reconvocados para prestar depoimento. 

Ele se reuniu com outros integrantes da CPI para tratar dos requerimentos que serão apreciados na sessão de quarta-feira. Segundo Omar, Pazuello poderá ser ouvido apenas depois do dia 17 de junho, em razão do cronograma já definido da comissão.

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De acordo com o presidente da CPI, também serão convocados o segundo escalão do Ministério da Saúde, incluindo o ex-secretário-executivo Élcio Franco, que foi o número dois de Pazuello. 

Outro que deverá ser convocado é Arthur Weintraub para falar sobre a suposta participação no "ministério paralelo" da Saúde, que teria aconselhado o presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia.

"Vamos convocar o segundo escalão do Ministério da Saúde todo. Além do doutor Élcio, tem outras pessoas também. O Arthur que apareceu num vídeo, num site. Vai ser reconvocado Queiroga e o ministro Pazuello. Hoje a doutora Mayra disse algumas coisas que o ministro tinha dito outra."

Questionado se o melhor não seria uma acareação entre eles, Omar respondeu:

"Não é uma má ideia. Mas o que se decidiu agora foi uma reconvocação."

Indagado sobre a possível prisão de Pazuello em razão e mentiras, o presidente da CPI disse:

"As mentiras estão aparecendo. Se o ministro vier para cá sem nenhum habeas corpus, não tenha dúvida de que não será da mesma forma que a última vez. Não seremos desmoralizados. Estão tentando."

Brazilian former Minister of Health and general of the Brazilian Army, Eduardo Pazuello, arranges his face mask during a session of the Parliamentary Committee of Inquiry that will investigate the government's handling of the coronavirus pandemic in Brasilia on May 19, 2021. (Photo by Sergio Lima / AFP) (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Pazuello depôs durante dois dias na CPI da Covid no Senado. (Foto: Sergio Lima / AFP via Getty Images)

Na semana passada, quando prestou depoimento, o ex-ministro da Saúde foi à CPI amparado num habeas corpus obtido no Supremo Tribunal Federal (STF).

Omar também comentou o episódio em que Eduardo Pazuello subiu num palanque no domingo, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, sem usar máscara. Dias antes, na CPI, ele havia pedido desculpa por estar sem máscara em um shopping de Manaus.

"Ele entrou num shopping em Manaus porque pisoteou a máscara dele. A filha saiu correndo. Ele foi atrás da filha. Pediu uma informação à senhora que estava na porta. Ela disse que tinha uma loja que vendia a oito metros, e nesse ínterim foi gravado. Eu não vi ninguém vendendo máscara em cima daquele palanque no domingo. Ele estava sem máscara. Não sou eu que estou dizendo. São as imagens que são mais fortes que mostram", disse o presidente da CPI.

Ele voltou a dizer que serão votados os requerimentos de convocação de nove governadores ou ex-governadores e de 12 prefeitos ou ex-prefeitos de capitais onde houve operações da Polícia Federal (PF) contra desvios de repasses federais destinados ao combate á pandemia. Também disse não ser possível definir agora se eles serão ouvidos antes ou depois de Pazuello.