CPI da Chapecoense chama boliviana presa por autorizar voo para depor

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RIO - A CPI da Chapecoense, que definiu nesta quarta-feira a retomada dos trabalhos, convidou a boliviana Celia Castedo Monasterio, responsável por autorizar o voo que matou 71 pessoas em 2016, para depor no próximo dia 18. A data vai marcar a volta da comissão, que está parada há cerca de um ano e dez meses desde que foi suspensa em razão da pandemia.

Celia foi presa no final de setembro pela Polícia Federal no município sul-mato-grossense de Corumbá, onde segue detida. Ela era considerada foragida da Justiça de seu país e pode ser extraditada. Segundo as autoridades, a boliviana teria fraudado o plano de voo e deixado de observar os requisitos procedimentais mínimos para que fosse aprovado. Ainda será definido se a instrutora poderá participar por videoconferência ou se a PF vai levá-la a Brasília.

Além dela, os parlamentares convidaram o presidente da holding Tokio Marine, Satoru Komiya, para prestar esclarecimentos sobre a participação da seguradora no acidente aéreo. Nos bastidores, há dúvidas sobre o comparecimento do executivo. A Tokio Marine disse que não vai se manifestar.

A presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense (AFAV-C), Fabienne Belle, a vice-presidente Mara Paiva e o advogado Josmeyr Oliveira vão acompanhar in loco a volta da CPI no Senado.

A relatoria permanece com o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que antecipou ao GLOBO a intenção de finalizar o relatório o quanto antes. O senador Jorginho Mello (PL-SC) retorna à presidência da comissão. Foi ele o responsável por convidar a boliviana.

Os parlamentares já articulavam a volta da CPI, que continuará os trabalhos poucos dias antes da data em que o acidente aéreo completa cinco anos — em 29 de novembro. A intenção dos senadores é ouvir também representantes da Caixa Econômica Federal e da Petrobrás sobre a relação com as seguradoras implicadas na tragédia.

— Esse retorno é muito importante por causa desse relatório final, que é uma forma de as famílias pressionarem os órgãos sobre nossas ações e a seguradora e a resseguradora a comparecerem nas audiências — disse Belle.

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