CPI da Covid aprova convocação de governadores e aliados de Bolsonaro; Queiroga e Pazuello deporão novamente

·2 minuto de leitura
CPI da Covid no Senado
CPI da Covid no Senado
  • Senadores da CPI da Covid aprovaram a convocação de nove governadores

  • Pedidos miram estados já investigados pela PF

  • Pazuello e Queiroga também serão ouvidos novamente pela CPI

Senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado aprovaram, nesta quarta-feira (26), a convocação de governadores e ex-governadores sobre supostas irregularidades na destinação de recursos federais para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Os pedidos miram estados já investigados pela Polícia Federal.

Leia também

Confira a lista:

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) foi afastado do cargo por suspeitas de integrar organização criminosa que praticou irregularidades na área da saúde do estado. 

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), também foi convocado a depor na CPI da Covid. Os senadores receberam relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apura irregularidades no uso da verba da União pelo Governo do Distrito Federal na pandemia.

Ibaneis e Bolsonaro
Governador do DF, Ibaneis Rocha, abraçado ao presidente Jair Bolsonaro

Os senadores aprovaram ainda os seguintes requerimentos de convocação:

  • Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

  • Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde

  • Arthur Weintraub, ex-assessor do presidente Jair Bolsonaro

  • Carlos Wizard, empresário que atuou no Ministério da Saúde

  • Paulo Baraúna, representante da White Martins

  • Luana Araújo, ex-secretária do Ministério da Saúde

  • Filipe Martins, assessor da Presidência da República

  • Marcos Eraldo Arnoud Marques (Markinhos Show), assessor especial no Ministério da Saúde

  • Tércio Arnaud Tomaz, Assessor Especial da Presidência da República

Ex-assessor da Presidência da República, o advogado Arthur Weintraub teria coordenado um grupo de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia.

Em discurso no Palácio do Planalto e em lives nas redes sociais, Arthur Weintraub deu indicações de que teria entrado em contato com médicos que defendiam o uso da cloroquina para tratar a Covid-19, medicamento comprovadamente sem eficácia para a doença.

Já a infectologista Luana Araújo, deixou o Ministério da Saúde dez dias após ser anunciada como secretária de Enfrentamento à Covid-19. A pasta não informou o motivo da saída dela, mas o ministro da Saúde insinuou que o presidente Jair Bolsonaro barrou a nomeação da médica.

Luana Araújo havia feito manifestações contrárias ao uso de cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina no tratamento contra a covid-19, inclusive em pacientes com sintomas leves.

Próximo depoimento

A CPI da Covid no Senado ouve amanhã (27) o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. Objetivo é apurar as tratativas do governo federal na aquisição de vacinas contra a covid-19.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos