CPI da Covid determina perícia médica de reverendo que apresentou atestado para adiar depoimento

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Após o reverendo Amilton Gomes apresentar atestado alegando crise renal para adiar depoimento na CPI da Covid, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), convocou o religioso para que compareça presencialmente nesta terça-feira a uma junta médica no Senado para realização de perícia médica. Esta é a primeira vez que a CPI solicita perícia para comprovação de um atestado. O reverendo negociou a venda da vacina Astra Zeneca ao governo brasileiro e sua convocação para prestar depoimento à CPI foi aprovada na última quarta-feira.

O caso ganhou destaque após o policial militar Dominghetti Pereira apontar cobrança de propina, de US$ 1 por dose, pelo então diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias, nas tratativas para a aquisição do imunizante. Amilton Gomes de Paula é fundador de uma entidade chamada Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), que apesar do nome é uma entidade privada, e atuou como um dos intermediários na negociação da empresa Davati com o governo federal. Dias nega a acusação.

O depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello foi adiado, no início de maio, após ele alegar ter tido contato com pessoas que testaram positivo para a Covid-19, entre elas o ex-secretário-executivo da pasta, Élcio Franco. Na ocasião, Pazuello não fez teste para detectar se ele também havia contraído a doença. Durante o período em que ele deveria permanecer em isolamento, o ex-ministro da Saúde recebeu a visita do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, o que causou constrangimento no Senado.

No final daquele mês, foi a vez de Élcio Franco pedir o adiamento do seu depoimento. O ex-secretário do Ministério da Saúde justificou que ainda se recuperava de sequelas adquiridas após ter sido contaminado pelo novo coronavírus, o que causou comprometimento do pulmão.

Já o sócio da Precisa responsável por intermediar a compra da vacina Covaxin, Francisco Maximiano, pediu adiamento da sua oitiva, em junho, por estar em quarentena depois de uma viagem à Índia. Ele ainda não foi ouvido pela comissão.

O empresário Carlos Wizard inicialmente faltou ao depoimento, porque estava nos Estados Unidos e chegou a ser alvo de um pedido de condução coercitiva, que não precisou ser cumprido. De acordo com Wizard, ele estava no país para acompanhar tratamento de saúde de familiares e a gravidez de uma de suas filhas.

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