CPI da Covid convida servidor da Saúde que disse ter sido pressionado para importar a vacina Covaxin

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A CPI da Covid aprovou o convite para o deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o seu irmão, o servidor Luís Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, prestarem depoimento. Luís Ricardo, que é Chefe da Divisão de Importação da pasta, disse ao Ministério Público Federal, no final de março, que sofreu pressão para assegurar a importação da vacina Covaxin, produzida pela Bharat Biotech. A negociação é intermediada pela empresa Precisa Medicamentos, sócia da Global, que é alvo de processo por improbidade administrativa no qual o líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), também é investigado.

A CPI também aprovou dois requerimentos para convocar e quebrar os sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Alex Lial Marinho, ex-coordenador-geral de Aquisições de Insumos Estratégicos para Saúde do Ministério da Saúde. O intuito é verificar se ele foi um dos responsáveis por pressionar Luís Ricardo Miranda e por qual motivo.

No requerimento de convite ao deputado e ao servidor, o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), justificou: "O depoimento das referidas pessoas, por esta CPI e, sobretudo é imperioso e imprescindível para o desenrolar da fase instrutória e, obviamente, para o futuro deslinde das investigações. Por esse motivo, a aprovação do presente requerimento é fundamental ao bom prosseguimento dos trabalhos desta Comissão Parlamentar de Inquérito".

No caso de Alex Lial Marinho, na justificativa do requerimento de quebra de sigilo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) argumentou que ele "é nome importante no episódio de contratação da vacina indiana Covaxin e na omissão do governo em relação à negociação com Pfizer". Afirmou ainda que, de acordo com documentos recebidos pela CPI, "atuou fortemente para que seus funcionários superassem, de qualquer forma, os entraves junto à Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] que impediam a entrada da vacina Covaxin, em território nacional".

A Precisa tem como sócio o empresário Francisco Emerson Maximiano, que prestaria depoimento nesta quarta-feira, mas ele avisou a CPI que não poderia comparecer por estar cumprindo quarentena em razão de uma viagem recente à Índia.

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