CPI da Covid convoca deputado Osmar Terra, apontado como integrante do 'gabinete paralelo'

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RIO — A comissão da CPI da Covid decidiu na sessão desta quarta-feira convocar o deputado federal e ex-ministro Osmar Terra (MDB-RS) para prestar depoimento. Ele é apontado como o organizador do grupo de médicos que formou o chamado “gabinete paralelo” de aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Segundo apuram os senadores, esse grupo convenceu o presidente de que seria possível tratar a doença de forma alternativa, priorizando a distribuição de medicamentos como a cloroquina e o tratamento precoce, em detrmento da compra de vacinas.

A convocação foi pensada depois da veiculação de um vídeo que mostra reunião de 8 de setembro de 2020. O evento foi organizado por Terra e aconteceu quando o governo brasileiro, com Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, havia recebido propostas para a compra de vacinas de farmacêuticas como a Pfizer, mas não deu resposta.

O vídeo mostra que o presidente Bolsonaro recebeu de médicos defensores da cloroquina a sugestão de criar um 'gabinete das sombras' para também participar das discussões sobre vacinas.

Para o presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), o deputado Osmar Terra, que sentou ao lado do presidente Jair Bolsonaro durante a reunião, era "o ministro do gabinete paralelo".

— Ali, eles estavam escolhendo quem deveria morrer e quem deveria viver. Eu não acho que existe gabinete paralelo, está provado. Você viu o ministro da Saúde ali na reunião? Eles estavam falando sobre andar de moto, sobre vôlei ou sobre saúde? — questionou. Na época, o ministro era Eduardo Pazuello, mas ele não estava presente no evento.

Outras aprovações

A CPI aprovou a acareação entre as médicas Luana Araújo e Franciele Francinato para falar sobre a vacinação de gestantes. Luana foi escolhida pelo ministro da Saúde Marcelo Queiroga para chefiar a recém-criada secretaria responsável por concentrar as ações de enfrentamento à pandemia, mas nem chegou a ser efetivada. Queiroga chegou a sugerir que houve veto do Planalto, mas depois, em depoimento à CPI, disse que foi ele quem desistiu de Luana. Francieli Francinato é coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

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