CPI da Covid convoca religioso que teria sido autorizado pela Saúde a negociar vacinas

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BRASÍLIA - A CPI da Covid aprovou nesta quarta-feira a convocação de três pessoas, entre elas o reverendo Amilton Gomes de Paula, que teria sido autorizado pelo Ministério da Saúde a negociar a compra de vacinas. Fundador da Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), uma associação privada, ele disse ao GLOBO na terça-feira que sua entidade recebeu uma oferta de doação para ajudar a empresa americana Davati Medical Supply a fechar um contrato para fornecer 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca com o Ministério da Saúde.

Também foi convocado William Amorim Santana, técnico da Divisão da Importação do Ministério da Saúde que apontou problemas em um documento da compra da vacina Covaxin, produzida pelo laborátório indiano Bharat Biotech e representada no Brasil pela empresa Precisa. Essa negociação, que virou alvo da CPI, está suspensa atualmente.

A outra pessoa convocada é Andreia Lima, executiva da VTC Operadora Logística. De acordo com o requerimento de convocação, a empresa é responsável pelo "recebimento, armazenagem e controle da distribuição de todas as vacinas, soros, medicamentos, kits para diagnóstico laboratorial e outros insumos do Ministério da Saúde, incluindo os da Covid-19'.

Todos os três requerimentos aprovados foram apresentados pelo vice-presidente a CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Inicialmente, a pauta desta quarta-feira tinha 60 requerimentos, entre eles a convocação de Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada do presidente Jair Bolsonaro que teve revelado um áudio acusando-o de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos conhecido como “rachadinha” quando ele era deputado federal. Também havia um pedido de quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, entre outros, e a convocação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni.

— Foram retirados por determinação minha. Vou pedir aos senadores que fizeram pedidos de quebra de sigilo, de informações, que o local onde ficam essa informações, muitos deles ainda não foram nem analisados. Precisam ser analisados. Não adianta sair pedindo informações, quebra de sigilo sem análise. Então é preciso que a gente faça isso para que gente possa ter informações para poder trabalhar — disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), justificando que a CPI tem perdido ações no Supremo Tribunal Federal (STF) por falta de embasamento.

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