CPI da Covid: Depoimento de Nelson Teich foi adiado para amanhã

Ana Paula Ramos
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Ex-ministro da Saúde Nelson Teich
Ex-ministro Nelson Teich seria ouvido hoje pela CPI da Covid no Senado (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
  • Depoimento de Nelson Teich na CPI da Covid no Senado foi adiado para amanhã

  • Ex-ministro seria ouvido hoje, após depoimento de Luiz Henrique Mandetta

  • Depois de quatro horas, Mandetta ainda depõe na comissão

Inicialmente marcado para as 14h desta terça-feira (4), o depoimento do ex-ministro da Saúde Nelson Teich, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, foi adiado para quarta-feira (5). Os senadores ouvem hoje o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. A sessão começou às 10h, mas o depoimento de Mandetta iniciou por volta das 11h e ainda não terminou.

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello comunicou à comissão que não deve comparecer presencialmente ao seu depoimento, marcado para quarta-feira (5). Ele alegou que teve contato com pessoas com suspeita de covid e, por isso, não pode comparecer ao Senado.

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O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello poderá ser adiado, mas negou a possibilidade de a oitiva acontecer de forma remota.

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), informou que ainda não houve comunicação oficial por escrito. "Ministro Pazuello teve contato com dois coronéis, auxiliares deles, que estão com covid. Segundo a informação que eu tenho, ele vai entrar em quarentena", disse Aziz durante sessão da comissão hoje.

Depoimento de Mandetta revela que Bolsonaro tinha "aconselhamento paralelo"

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que o presidente Jair Bolsonaro tinha "aconselhamento paralelo" para a tomada de decisões na pandemia do coronavírus. Ele depõe, nesta terça-feira (4), na CPI da Covid no Senado Federal.

"Participei de inúmeras reuniões nas quais o filho do presidente, que é vereador no Rio, estava presente tomando notas", disse Mandetta.

"A imunidade de rebanho, sem comprovação científica, é possivelmente uma das teorias defendidas pela assessoria paralela de Bolsonaro", afirmou.

Mandetta contou também que viu uma minuta de documento da Presidência da República para que a cloroquina tivesse na bula a indicação para covid-19. De acordo com Mandetta, o próprio diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discordou dessa medida. Em contrapartida, o ministro "Jorge Ramos" minimizou a questão, dizendo que era apenas uma sugestão.

Na época, o Planalto não tinha um ministro com esse nome, mas um chamado Jorge Oliveira, na Secretaria-Geral, e outro Luiz Eduardo Ramos, na Secretaria de Governo.

"Mas é uma sugestão de alguém. Alguém se deu ao trabalho de colocar aquilo em formato de decreto", disse Mandetta.