CPI da Covid descarta relatório preliminar para investigação não perder força

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BRASÍLIA - A CPI da Covid descartou a ideia de produzir um relatório preliminar, como havia sido discutido na semana passada. Segundo senadores da cúpula da comissão, o fatiamento da investigação poderia fazer com que o relatório final perdesse força.

A comissão se divide em relação ao tempo necessário para concluir os trabalhos. Há senadores que defendem a prorrogação por mais 90 dias, como Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI, o que faria com que os trabalhos levassem, ao todo, 180 dias para terminar.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, defende uma investigação mais curta. O mesmo é sustentado por Renan Calheiros (MDB-AL), o relator da CPI. Para uma investigação de apenas três meses, seria mais eficiente ter apenas um relatório, concluíram os senadores em reunião no último domingo.

A mudança de planos foi confirmada por Omar Aziz ao GLOBO. O "G7", grupo de independentes e oposição que formam maioria na comissão, decidiram contra um relatório preliminar.

— Alguns senadores acharam que era melhor (não ter), e eu respeitei. Eu sugeri, mas o Renan e Humberto Costa foram contra.

Calheiros tem buscado agradar a aliados para manter os senadores independentes e da oposição unificados ao seu lado, por isso optou por não insistir no parecer preliminar. Ele considera que o grupo precisa estar coeso para a aprovação do relatório final. Desde a semana passada, integrantes como Humberto Costa (PT-PE) e Randolfe Rodrigues demonstraram desconforto com a possibilidade de antecipar posições.

— Eu sou contra relatório preliminar. Nós ainda não temos elementos suficientes, e esses elementos estão aparecendo e vão aparecer para poder fazer uma avaliação precisa, adequada e incontestável do que foi a ação do governo federal. Se você lança um relatório preliminar, cria-se um flanco para que as coisas passem a girar em torno desse relatório. O governo vai tentar desmoralizar e pegar qualquer deslize que ele possa ter para transformá-lo em um enfrentamento político. A gente corre o risco de antecipar coisas que no futuro podem se confirmar. É imprudente isso — disse Humberto ao GLOBO, no último domingo.

Randolfe afirmou que o relatório preliminar era desnecessário e que a comissão deve apresentar relatório apenas em agosto.

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