CPI da Covid desiste de ouvir Queiroga e terá leitura do relatório final na próxima terça-feira

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Brazil's Health Minister Marcelo Queiroga greets senator Randolfe Rodrigues during a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil June 8, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já esteve na CPI da Covid em outras duas ocasiões (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Membros da CPI da Covid desistiram de ouvir Marcelo Queiroga pela terceira vez

  • Ideia do grupo de oposição do presidente Jair Bolsonaro é ouvir o médico Carlos Carvalho, para falar sobre o relatório da Conitec

  • Na terça-feira (19), Renan Calheiros vai ler relatório final da CPI da Covid

A CPI da Covid decidiu cancelar o que seria a terceira oitiva do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ele seria o último depoente a falar na comissão e seria recebido na próxima segunda-feira (18). Na terça (19), Renan Calheiros (MDB-AL) apresentará o relatório final.

Agora, quem falará na segunda será o médico Carlos Carvalho, responsável por coordenar o estudo contrário à indicação de medicamentos ineficazes contra a covid-19, conhecidos como “kit covid”. No entanto, o depoimento ainda não foi aprovado. A expectativa é que haja uma sessão extraordinária na próxima sexta (15) para aprovar o requerimento para convocação do médico.

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A ideia do grupo majoritário da CPI, de oposição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), é aprovar também uma audiência para ouvir representantes de familiares de vítimas da covid-19. No dia seguinte, acontecerá a leitura do relatório e, na quarta-feira (20), a votação do documento produzido pelo relator.

Veja como deve ficar o cronograma da CPI da Covid:

  • Segunda-feira (18): Carlos Carvalho; parentes de vítimas da covid

  • Terça-feira (19): Leitura do relatório

  • Quarta-feira (20): Votação do relatório

Relatório da Conitec sobre o “tratamento precoce”

O relatório encomendado pelo Governo Federal sobre o chamado “kit covid” não recomenda o uso de remédios como ivermectina e hidroxicloroquina para tratamento ambulatorial do coronavírus.

O estudo corrobora o que entidades especializadas já haviam constatado: o “tratamento precoce”, defendido pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) não tem nenhuma eficácia no combate à Covid-19.

Entre outros pontos, o relatório aponta:

  • Recomendamos não utilizar azitromicina em pacientes com suspeita ou diagnóstico de Covid-19, em tratamento ambulatorial (recomendação forte, certeza da evidência moderada).

  • Recomendamos não utilizar hidroxicloroquina/cloroquina, isolada ou em associação com azitromicina, em pacientes com suspeita ou diagnóstico de Covid-19, em tratamento ambulatorial (recomendação forte, certeza da evidência moderada).

  • Sugerimos não utilizar ivermectina em pacientes com suspeita ou diagnóstico de Covid-19, em tratamento ambulatorial (recomendação condicional, certeza da evidência baixa).

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