CPI da Covid: Dono de empresa investigada alega quarentena para faltar a depoimento

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Vacina Covaxin
Vacina Covaxin foi comprada pelo governo Bolsonaro por R$ 1,6 bilhão (Photo by Debarchan Chatterjee/NurPhoto via Getty Images)
  • Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, avisou à CPI da Covid que não pode comparecer ao depoimento

  • Oitiva estava marcada para esta quarta-feira (23) para esclarecer indícios de irregularidades no processo de compra da Covaxin

  • Empresário alega que está em quarentena devido à viagem recente à Índia

O empresário Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, avisou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado que não poderá comparecer ao depoimento marcado para esta quarta-feira (23). Ele alega que está em quarentena em razão de uma viagem recente à Índia.

Integrantes da CPI estudam pedia a condução coercitiva da Maximiano, caso ele se recuse a depor. O empresário foi convocado para esclarecer se houve algum tipo de irregularidade no processo de compra da vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Barath Biotech, representado no Brasil pela Precisa.

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Na petição entregue à comissão, os advogados do empresário justificam que ele está cumprindo 14 dias de quarentena após viagem, da qual retornou no dia 15 no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Segundo o documento, Maximiano estaria impedido de depor até o dia 29 de junho.

O empresário diz, na nota, se colocar “à disposição das autoridades para desmentir as inverdades que maliciosamente vem sendo difundidas, prestar os devidos esclarecimentos e mostrar como a contratação da vacina Covaxin obedeceu a todos os critérios de integridade, valor de mercado e interesse público”.

"A contratação, é preciso deixar claro, beneficiará milhões de brasileiros e seguiu todas as regras do Ministério da Saúde e das leis brasileiras, bem como os padrões praticados internacionalmente pelo laboratório indiano Barath Biotech, no mesmo patamar dos outros laboratórios contratados no país, com vantagem de ter soluções de armazenamento mais simples e mais baratas para o MS."

Durante reunião da cúpula da CPI, a ausência de Maximiano já era cogitada, pois ele havia ignorado todas as comunicações da comissão, por email e por correspondência. Dessa foram, os senadores sugeriram pedir a condução coercitiva do empresário para forçá-lo a depor, assim como ocorreu com o empresário Carlos Wizard.

Apontado como membro do gabinete paralelo que aconselhava o presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia, Wizard entrou em contato com a CPI para agendar o depoimento, após ação de condução coercitiva. Até a ameaça do uso de força policial, o empresário também havia ignorado as comunicações da comissão.

O Ministério Público Federal (MPF) identificou indícios de crime na compra feita pelo Ministério da Saúde de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin e pediu que o caso seja investigado na esfera criminal. O contrato para a compra da Covaxin totalizou R$ 1,6 bilhão.

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