CPI da Covid: Ernesto Araújo confirma ação do Itamaraty para importação de cloroquina

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Ernesto Araújo depõe na CPI da Covid no Senado (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Ernesto Araújo depõe na CPI da Covid no Senado (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
  • Ernesto Araújo confirmou à CPI da Covid atuação do Itamaraty para importação de cloroquina

  • Ele afirmou que a ação foi a pedido do Ministério da Saúde

  • Reportagem na semana passada apontou telegramas do ex-ministro para mobilizar o Itamaraty para importar a cloroquina

Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores, confirmou a atuação do Itamaraty para importação de hidroxicloroquina e cloroquina, mas afirmou que a ação foi a pedido do Ministério da Saúde. Ele depõe nesta terça-feira (18) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado.

"Houve busca por cloroquina. Em função de um pedido do Ministério da Saúde, procuramos viabilizar insumos para hidroxicloroquina. É um remédio para doenças crônicas. É necessário que tenha seu estoque preservado e esse estoque havia baixado", disse o ex-chanceler.

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Reportagem da Folha de S. Paulo, publicada na semana passada, apontou que telegramas mostram que o ex-ministro das Relações Exteriores mobilizou o Itamaraty para importar cloroquina, mesmo depois de o remédio ser apontado como ineficaz contra a Covid-19 e ser descartado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Declarações anti-chinesas

Perguntado também sobre declarações anti-chinesas, o ex-ministro negou atritos com a China. “Jamais promovi nenhum atrito com a China”.

O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da comissão, alertou que Araújo está sob juramento e que já deu muitas declarações contra a China como chamar o coronavírus de “comunavírus”. “Você está faltando com a verdade”.

Calheiros questionou ainda sobre o alinhamento do Brasil com Donald Trump, ex-presidente do Estados Unidos, se essa relação próxima trouxe benefícios no combate à pandemia. Araújo afirmou que “não houve alinhamento com os Estados Unidos”.

O ex-ministro disse considerar que a aproximação com os EUA ajudou o Brasil em alguns aspectos no enfrentamento à pandemia em 2020, mas não com vacinas, já que no governo Trump houve a proibição de qualquer exportação de imunizantes.

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