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CPI da Covid: Flávio Bolsonaro xinga Renan Calheiros: 'vagabundo'

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  • Senador Flávio Bolsonaro xinga Renan Calheiros de "vagabundo" em reunião da CPI da Covid

  • Renan rebateu: "Você que é vagabundo! Roubou dinheiro do pessoal do seu gabinete!"

  • Filho do presidente criticou pedido de prisão de Fabio Wajngarten, que depõe hoje na CPI

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) chamou o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, senador Renan Calheiros (MDB-AL) de "vagabundo" e acrescentou: "Vai se foder".

"Você que é vagabundo! Roubou dinheiro do pessoal do seu gabinete!", respondeu o relator.

Flavio Bolsonaro
Senador Flavio Bolsonaro durante reunião da CPI da Covid no Senado nesta quarta (Foto: Reprodução)

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A sessão foi suspensa pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), devido ao início da Ordem do Dia (votação de matérias), no Senado.

O filho 01 do presidente se irritou com o pedido de prisão do ex-secretário de comunicação do governo Bolsonaro Fabio Wajngarten, feito por Calheiros, após diversas contradições do depoente.

"Imagina a situação: um cidadão honesto ser preso por um vagabundo como o Renan Calheiros. Olha a desmoralização, estão perdendo a visão do todo. Você é um vagabundo, rapaz", afirmou Flávio Bolsonaro.

"Aceito isso como um elogio. Vagabundo é você que roubou dinheiro do pessoal do seu gabinete. Você é que é (vagabundo)", disse Renan.

"Quer aparecer, rapaz. Quer aparecer, rapaz. Se foder", respondeu o filho do presidente.

Renan Calheiros
Renan Calheiros

Entre os motivos justificados por Renan Calheiros para pedido de prisão, está, por exemplo, a mudança de versão dada por Wajngarten na negociação para compra de vacinas da Pfizer.

Wajngarten muda versão da entrevista à Veja

A revista Veja divulgou o áudio em que o ex-secretário de comunicação do governo Bolsonaro Fabio Wajngarten declara que houve "incompetência" na gestão da pandemia da covid-19 no país. Em sua fala na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, nesta quarta-feira (12), o ex-chefe da Secom negou ter dado as declarações com críticas à gestão do ministro Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde durante as negociações para a compra de vacinas contra a covid-19.

Ao ser questionado pelo repórter se foi "negligência ou incompetência" o atraso na aquisição de vacinas , Wajngarten declara: "Foi incompetência. Quando você tem um laboratório americano com cinco escritórios de advocacia apoiando a negociação e tem do outro lado um time pequeno, tímido, sem experiência, é sete a um".

Nesta quarta-feira (12), ele negou que tenha participado de negociações para a compra de vacinas da Pfizer.

"Em nenhum momento a Secom (Secretaria de Comunicação) negociou valores, negociou condições contratuais", disse Wajngarten, ao ser questionado por Renan Calheiros.

Por outro lado, ele afirmou ter condições técnicas de fazer a negociação. "Primeiro porque minha formação é jurídica, segundo porque tenho experiência na negociação de contratos internacionais", declarou.

A fala de Wajngarten na CPI contraria o que ele disse em entrevista à revista Veja. À publicação, o ex-secretário afirmou: "Me coloquei à disposição para negociar com a empresa, antevendo o que estava para acontecer: o presidente seria atacado e responsabilizado pelas mortes. A vacina da Pfizer era a mais promissora, com altos índices de eficácia, segundo os estudos".

Em abril, ele ainda revelou que as negociações avançaram. Na CPI, a postura foi diferente. "Não participei de negociação propriamente dita, eu quis encurtar e aproximar pontas, diante de uma carta que não foi respondida. E a comunicação sofria com isso, diante dos questionamentos que recebíamos", afirmou nesta quarta-feira.

Wajngarten ainda negou que a Pfizer tenha oferecido 70 milhões de doses da vacina contra a covid-19. O ex-Secom falou em um número "irrisório" de 500 mil doses do imunizante. "Isso foi objeto de grande discussão minha com a Pfizer, porque eu sempre busquei mais vacina no menor prazo", disse Wajngarten.

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