CPI da Covid: “Já temos provas suficientes de que o Brasil não quis comprar vacina”, diz Omar Aziz

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Brazilian Senators Omar Aziz looks on during a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil May 25, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Omar Aziz, presidente da CPI, garantiu que investigação não vai "dar em pizza" (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Omar Aziz acredita que já há provas suficientes de que governo Bolsonaro não quis comprar vacinas

  • Presidente da comissão garante que a CPI da Covid não vai "terminar em pizza"

  • Nesta terça, CPI ouve a médica Nise Yamaguchi

Para o presidente da CPI da Covid no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), a comissão já reuniu provar suficientes de que o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não quis comprar vacinas contra a covid-19.

Dessa forma, avalia Aziz, a CPI já teria motivo para pedir ao Ministério Público o indiciamento de agentes públicos por crime sanitário e crime contra a vida. “Já temos provas suficientes de que o Brasil não quis comprar vacina”, declarou o senador ao Estadão. “Isso não tem mais o que provar. Tenha a certeza de que a CPI não vai dar em pizza.”

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Para Omar Aziz, é impossível não responsabilidades Jair Bolsonaro, especialmente pelo posicionamento contra o isolamento social e contra o uso de máscara. Esses aspectos, avalia o presidente da CPI, mostram que o presidente apostava no chamado “tratamento precoce” e na “imunidade de rebanho”.

“Essas duas coisas estão diretamente ligadas a ele. Não tem jeito. Ele (Bolsonaro) foi quem falou diretamente sobre cloroquina”, pontou Omar Aziz ao Estadão.

Gabinete paralelo

Após dez depoimentos, Omar Aziz disse estar convencido de que o presidente Jair Bolsonaro recebia orientações de um “gabinete paralelo”. De acordo com o senador, o presidente se encontrava mais com esses conselheiros, como Arthur Weintraub, Carlos Wizard, Filipe Martins e Nise Yamaguchi, do que com o próprio Ministério da Saúde.

“Comportamento atípico em relação a qualquer líder mundial. Nem em uma republiqueta, que não tem absolutamente nada, o líder fica sem máscara, fica falando esse tipo de coisa. Vocês lembram que o Pazuello disse que se reunia com o presidente uma vez por semana, quiçá de 15 em 15 dias? Não se reunia com o ministro, mas se reunia naquele ‘gabinete paralelo’ diariamente”, afirmou.

Depoimento de Nise Yamaguchi

Nesta terça-feira (1), a médica Nise Yamaguchi será ouvida pela CPI da Covid no Senado. Defensora do uso da cloroquina, Nise é uma das supostas integrantes do chamado “gabinete paralelo”.

Filipe Martins e Carlos Wizard também tiveram as convocações aprovadas. Os depoimentos acontecerão ao longo do mês de junho.

Até agora, foram ouvidos na CPI:

  • Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde

  • Nelson Teich, ex-ministro da Saúde

  • Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde

  • Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

  • Carlos Murillo, CEO da Pfizer na América Latina

  • Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação

  • Ernesto Araújo, ex-ministro de Relações Exteriores

  • Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde

  • Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan

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