CPI da Covid: Marconny Faria não revela nome de senador que "desataria nó" em compra do MS

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Empresário Marconny Faria, apontado como lobista da Precisa Medicamentos, em depoimento à CPI da Covid no Senado (Foto: Pedro França/ Agência Senado)
Empresário Marconny Faria, apontado como lobista da Precisa Medicamentos, em depoimento à CPI da Covid no Senado (Foto: Pedro França/ Agência Senado)
  • Em depoimento à CPI da Covid, Marconny Faria não revela nome de senador que "desataria nó" em compra do Ministério da Saúde

  • Ele é suspeito de ter atuado como lobista da Precisa Medicamentos na tentativa de venda de testes de covid-19 pelo ministério

  • Conversas com ex-secretário da Anvisa mostram atuação dele na contratação dos testes

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, o empresário Marconny Albernaz de Faria disse não se lembrar do nome do parlamentar citado em mensagens como o senador que 'desataria os nós' na venda de testes rápidos.

Marconny é suspeito de ter atuado como lobista da Precisa Medicamentos na tentativa de venda de testes rápidos de covid-19 para o Ministério da Saúde.

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Segundo mensagens obtidas pela CPI, em conversa entre Marconny e o ex-secretário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) José Ricardo Santana, que prestou depoimento à comissão em 26 de agosto, Santana menciona que conheceu o suposto lobista da Precisa na casa de Karina Kufa.

Santana e Marconny teriam conversado sobre o processo de contratação de 12 milhões de testes de covid-19 entre o Ministério da Saúde e a Precisa. Uma das mensagens trocadas aponta que “um senador” poderia ajudar a “desatar o nó” do processo.

O empresário afirmou que no início da pandemia foi "sondado" para assessorar "politicamente e tecnicamente" a Precisa em concorrência pública em andamento no Ministério da Saúde para aquisição de testes.

Ele negou ser lobista, justificando que, de todos os negócios que tentou fazer ao longo da carreira, "nenhum deu certo".

"Quando o senhor diz que o senhor, como lobista, é um péssimo lobista, de tudo que o senhor tentou fazer não conseguiu fazer nada, existia um desenho animado chamado Papa-Léguas e Coiote. O Coiote tentava pegar todas as vezes o Papa-Léguas, e o Papa-Léguas dava o seu jeito de fugir. Então, nesse caso, o senhor era o Coiote, e o Estado brasileiro era o Papa-Léguas. O senhor, como lobista, tentou se dar bem e não se deu bem em absolutamente nada", brincou o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

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