CPI da Covid: Marcos Tolentino nega ser sócio do FIB Bank

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Lawyer Marcos Tolentino da Silva looks on during a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil, September 14, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Marcos Tolentino depõe à CPI da Covid no Senado nesta terça-feira (14) (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Marcos Tolentino negou ser sócio do FIB Bank, empresa fiadora da compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde

  • Tolentino, munido de um habeas corpus, tem ficado em silêncio durante os questionamentos dos senadores

  • Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, é amigo pessoal de Marcos Tolentino

Marcos Tolentino, advogado e dono da Rede Brasil de Televisão, negou aos senadores que seja um “sócio oculto” do FIB Bank, a empresa que agiu como fiadora da negociação da compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde. Ele depõe à CPI da Covid no Senado nesta terça-feira (14).

“Eu, Marcos Tolentino, afirmo que não possuo qualquer participação na sociedade, não sou sócio da empresa como veiculado por algumas matérias”, afirmou no início da sessão.

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Munido de um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal, Tolentino se manteve em silêncio durante a maioria dos questionamentos feitos pelo relator da CPI, Renan Calheiros, e de outros senadores.

Marcos Tolentino passou a ser associado ao FIB Bank após o depoimento do diretor-presidente da empresa à Comissão. Roberto Ramos Júnior afirmou que Tolentino atou como advogado de Ricardo Benetti e tinha procuração para responder pelos sócios do FIB Bank.

Benetti, por sua vez, é sócio da empresa Pico do Juazeiro, acionista do FIB Bank. Entra as declarações de Tolentino à CPI, ele afirmou que foi sócio da família Benetti e atuou para as empresas de Ricardo e do pai, Ederson.

A CPI da Covid suspeita que o FIB Bank esteja envolvido nas ilegalidades da compra da vacina da Covaxin. A aquisição dos imunizantes, que não foi concretizada, tinha o FIB Bank como a empresa de garantias.

Mesmo com “Bank” no nome, a empresa não é um banco.

Tolentino é próximo ao líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Há a suspeita de que Barros esteja envolvido na negociação entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos, empresa que representava a Bharat Biotech, fabricante da Covaxin, no Brasil.

Senadores tentam apurar se Marcos Tolentino seria um “sócio oculto” da empresa, facilitando a negociação pela Covaxin, como forma de ajudar o amigo Ricardo Barros.

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