CPI da Covid: Omar Aziz consulta STF sobre silêncio de executiva de empresa do caso Covaxin

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BRASÍLIA — Presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM) entrou nesta terça-feira com consulta no Supremo Tribunal Federal (STF) após a diretora da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, afirmar que permaneceria em silêncio durante o depoimento, por orientação do advogado. A executiva obteve esse direito por meio de habeas corpus concedido pela Corte.

Como Medrades não respondia as perguntas dos senadores, Aziz suspendeu a sessão e permitiu que ela consultasse os advogados nesse intevalos.

— Chamarei os advogados e entraremos com embargos de declaração neste momento ao presidente Fux. Não vou perder meu tempo em ouvir uma depoente que não quer dizer nem o papel dela na empresa.

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que foi feita uma consulta verbal ao presidente do STF, Luiz Fux, por telefone, e que, apesar do habeas corpus concedido, o ministro disse que Emanuela pode ser enquadrada em crimes previstos no Código Penal. Segundo Humberto, Fux afirmou que a depoente só tem direito a ficar em silêncio sobre fatos que tiverem relação com a investigação da qual ela é alvo, como vacinas, por exemplo. Do contrário, poderia incorrer em crime de desobediência.

Além disso, Humberto avalia que há uma tentativa de proteger Francisco Maximiano, sócio de Precisa, por parte de Emanuela. Por isso, o senador e seus aliados defendem que Maximiano seja convocado amanhã.

— Omar Aziz queria um esclarecimento definitivo sobre qual a extensão da decisão tomada por Fux. Pelo nosso entendimento, ela só não estaria obrigada a responder questões que criassem qualquer tipo de complicação para a investigação que já há sobre ela - disse Humberto Costa, após reunião no gabinete de Omar Aziz.

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