CPI da Covid pode pedir convocação e quebra de sigilo de Carlos Bolsonaro

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Carlos Bolsonaro, son of Brazil's President-elect Jair Bolsonaro, is pictured during his visit to the Superior Court of Labour in Brasilia, on November 13, 2018. - Brazil's President-elect Jair Bolsonaro takes office on January 1, 2019. (Photo by Sergio LIMA / AFP)        (Photo credit should read SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaor, participou de reunião para compra de vacinas da Pfizer (Foto: Sergio Lima/AFP via Getty Images)
  • Carlos Bolsonaro pode ser chamado para depor à CPI da Covid

  • Requerimento do senador Alessandro Vieira também pede quebra de sigilos do filho do presidente Jair Bolsonaro

  • Segundo o presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, o vereador pelo Rio de Janeiro participou de reunião para compra de vacinas

Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), vereador pelo Rio de Janeiro, pode ser alvo da CPI da Covid, após um pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), feito na última segunda-feira (17). Vieira sugeriu que, além da convocação para depor, Carlos Bolsonaro tenha quebrados os sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático.

O pedido do senador se deve ao chamado “Ministério da Saúde paralelo”, um grupo informar que aconselhava o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre como lidar com a pandemia de covid-19 no Brasil, mesmo sem relação com a verdadeira pasta.

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Outros envolvidos também são alvo do pedido, como o assessor de Bolsonaro para Relações Internacionais, Filipe Martins e o empresário Carlos Wizard. Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação, e Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, também podem ter os sigilos quebrados.

“A potencial existência de um ‘Ministério da Saúde' paralelo, responsável por aconselhar extraoficialmente o presidente da República quanto às medidas de combate da pandemia, deve ser amplamente esclarecida quanto à extensão de sua atuação, à periodicidade de encontros e reuniões, aos membros que dele participavam, ao conteúdo das discussões e ao efetivo poder de cada qual no convencimento para a tomada de decisões”, justifica o senador Alessandro Vieira.

O pedido do parlamentar do Cidadania fez os requerimentos após o depoimento do presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo. À CPI da Covid no Senado, Murillo revelou que Carlos Bolsonaro participou de uma reunião para negociar vacinas no Palácio do Planalto.

Sobre a quebra de sigilo bancário do filho 02 do presidente, Vieira argumenta que é necessário verificar as movimentações financeiras de Carlos Bolsoanro “desde o início da pandemia, aferindo-se se houve acréscimo em seu patrimônio que tenha sido compatível com a sua capacidade econômica, de modo a afastar qualquer dúvida a respeito de eventual locupletamento ilícito”.

Vieira alega que a quebra de sigilo é “incontornável” e que, sem essas informações, seria “praticamente impossível” que a CPI alcance a verdade dos fatos.