CPI da Covid quebra sigilos de empresas ligadas a líder do governo Bolsonaro

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Deputado Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro
Deputado Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro, é investigado pela CPI da Covid no Senado (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • CPI da Covid aprovou quebra sigilos de empresas ligadas a líder do governo Bolsonaro

  • Objetivo é saber se empresas receberam recursos da Precisa Medicamentos ou de negócios de Francisco Maximiano

  • Senadores também quebraram sigilos de responsáveis por sites que disseminaram fake news durante a pandemia

A CPI da Covid no Senado aprovou nesta quinta-feira (19) as quebras de sigilos fiscais do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) e de 21 empresas com algum tipo de ligação a ele. O objetivo é saber se essas empresas receberam, de forma direta ou indireta, recursos da Precisa Medicamentos ou de outros negócios ligados a Francisco Maximiano, dono da empresa.

O líder do governo é investigado pela CPI pelos indícios de ligação com a Precisa Medicamentos, que intermediou a compra da vacina indiana Covaxin junto ao Ministério da Saúde. 

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suspeitas de fraude e corrupção na assinatura de contrato entre a Precisa e o Ministério da Saúde para o fornecimento de 20 milhões de doses da vacina Covaxin. O contrato para a compra da Covaxin totalizou R$ 1,6 bilhão e foi firmado entre o Ministério da Saúde e a empresa, que representava o laboratório indiano Bharat Biotech no Brasil, durante a gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello.

O dono da Precisa Medicamentos, Francisco Emerson Maximiano, presta depoimento nesta quinta-feira à CPI da Covid, no Senado.

Divulgação de fake news na mira da CPI

No total, foram aprovados 187 requerimentos. Na sessão desta quinta, os senadores deram aval ainda a um requerimento que quebra o sigilo fiscal de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro.

Os senadores também aprovaram pedidos para a quebra de sigilo fiscal e financeiro de responsáveis por sites que teriam disseminado fake news durante a pandemia. Foram seis votos favoráveis aos requerimentos e quatro contra, dos senadores governistas.

Além de uma série de perfis em redes sociais, estão na lista sites como:

  •  Instituto Força Brasil, 

  • Renova Mídia, 

  • Terça Livre, 

  • Jornal da Cidade Online, 

  • Conexão Política, 

  • Crítica Nacional, 

  • Senso Incomum. 

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