CPI da Covid: Queiroga deve dizer que ideia de receber Copa América foi de Bolsonaro

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Brazil's Health Minister Marcelo Queiroga and Brazil's President Jair Bolsonaro arrive for a ceremony of release of resources for Primary Health Care in combat of the coronavirus disease (COVID-19), at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil May 11, 2021. REUTERS/Ueslei Marcelino
Marcelo Queiroga depõe à CPI da Covid pela segunda vez na terça-feira (8) (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
  • Marcelo Queiroga vai novamente à CPI da Covid no Senado na terça-feira

  • Ministro deve dizer que ideia de receber a Copa América foi de Bolsonaro

  • Queiroga deve utilizar a carta da "união" para explicar motivo pelo qual Luana Araújo não foi nomeada

Na terça-feira (8), o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltará à CPI da Covid no Senado. Caso seja questionado sobre a realização da Copa América no Brasil em vias de o país enfrentar a terceira onda de covid-19, Queiroga dirá que a escolha foi do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As informações são da CNN Brasil.

O ministro dirá que foi o presidente quem optou por receber a competição, mas que cabe à pasta adotar todos os protocolos sanitários para que a Copa América aconteça com segurança.

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À CNN Brasil, auxiliares de Marcelo Queiroga disseram que o ministro deve explicar que o protocolo sanitário exigido pela Conmebol é mais rígido do que aquele adotado pelas competições da CBF, que estão acontecendo no Brasil. Queiroga fará comparações até mesmo com a NBA, liga de basquete dos Estados Unidos.

É esperado ainda que o ministro da Saúde seja questionado sobre a nomeação de Luana Araújo. A médica infectologista chegou a trabalhar na pasta, mas não foi nomeada oficialmente. Sobre o tema, segundo a CNN Brasil, Queiroga deve dizer que Luana tem um perfil “não conciliador”, o que a impedir de ficar no cargo.

Queiroga também deve pregar pela união e ressaltar que é importante que o país trabalhe junto para superar a pandemia. O ministro deve citar as críticas feitas por Luana Araújo ao uso da cloroquina e hidroxicloroquina, medicamento comprovadamente ineficazes contra a covid-19.