CPI da Covid: Randolfe e Renan querem convocar Paulo Guedes

Natália Portinari e André Souza
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BRASÍLIA - Após o depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta na CPI da Covid, a comissão deve deliberar sobre a convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, quer votar a convocação em uma sessão nesta quarta-feira.

Mandetta falou sobre momentos em que teve divergências com Guedes. Guedes disse, recentemente, que liberou R$ 5 bilhões que poderiam ter sido usados para a compra de imunizantes. Mandetta rebateu essa declaração, já que, quando estava à frente da pasta, as negociações sobre vacinas ainda estavam incipientes.

— Esse ministro não soube nem olhar o calendário para falar 'puxa, enquanto ele estava lá, nem vacina sendo comercializada no mundo havia'. Só posso lamentar.

O requerimento de convocação de Guedes deve ser votado nesta quarta-feira, assim como o de Fábio Wajngarten, ex-secretário especial de Comunicação Social do governo Bolsonaro, e o de Anderson Torres, ministro da Justiça.

— Mandetta disse que Paulo Guedes, surpreendentemente para mim, foi antagônico ao ministério, à ciência e a ele. Por isso que o Randolfe o convocou — diz Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, que diz ser favorável à convocação.

A sessão para aprovar requerimentos deve acontecer nesta quarta-feira, logo após a oitiva do ex-ministro da Saúde Nelson Teich, marcada para as 10h.

Renan Calheiros disse ainda que a CPI não deve inverter a ordem dos depoimentos para que Wajngarten fale antes de Pazuello. Wajngarten saiu do governo após um desentendimento com assessores de Pazuello sobre a aquisição de vacinas.

O entendimento no Palácio do Planalto é que seria bom que Wajngarten falasse antes para que Pazuello se preparasse com base em sua versão da história, o que não deve ocorrer.

— Uma das alternativas era antecipar depoimento do Fábio. Mas não seria consentâneo com o que se quer da investigação. Se eles imaginavam que nós íamos inverter a ordem, não vai ser assim — disse Renan.