CPI da Covid: Sem evidências, Nise diz que mortes por Covid-19 ocorreram por "atraso no tratamento"

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Doctor Nise Yamaguchi speaks during a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil June 1, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Doctor Nise Yamaguchi speaks during a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil June 1, 2021. REUTERS/Adriano Machado

Questionada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, sobre o atraso na aquisição de vacinas contra a covid-19, a oncologista e imunologista Nise Yamaguchi afirmou que o problema foi a demora no “início do tratamento” dos pacientes, mesmo que não exista tratamento cientificamente comprovado contra o coronavírus.

“Eu considero que o atraso que existe no inicio do tratamento é o que tem determinado tantos mortos, não só isso, mas temos também um problema de diagnóstico”, disse.

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A CPI da Covid ouve nesta terça-feira a oncologista e imunologista Nise Yamaguchi sobre o que tem sido chamado de “gabinete paralelo”, grupo de fora do Ministério da Saúde que teria se reunido no governo e tido voz ativa na tomada de decisões do presidente Jair Bolsonaro para o enfrentamento à pandemia.

Yamaguchi é defensora do chamado “tratamento precoce” com medicamentos como a cloroquina, droga comprovadamente ineficaz contra a doença. Ela é apontada como uma das principais conselheiras de Bolsonaro, já tendo sido cotada para a assumir a Saúde por duas vezes.

O presidente da Anvisa admitiu reunião no Palácio do Planalto para tratar da alteração da bula da cloroquina, com o objetivo de incluir o medicamento no tratamento da covid-19.

A informação de tentativa de alteração da bula foi dada inicialmente pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, na CPI. Mandetta, no entanto, afirmou que a iniciativa foi do presidente Jair Bolsonaro (sem partido)