CPI da Covid: Senadores vão ouvir médicos, cientistas e ex-assessores de Pazuello; veja datas

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Dimas Tadeu Covas, director of Institute Butantan, senator Omar Aziz, and senator Renan Calheiros, attend a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil May 27, 2021. REUTERS/Adriano Machado
CPI da Covid vai ouvir especialistas na área da saúde (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • CPI da Covid no Senado vai ouvir médicos, pesquisadores e ex-assessores de Pazuello

  • Na lista, estão membros do "gabinete paralelo", que aconselhava Bolsonaro

  • Governadores começam a ser ouvidos pela CPI no mês de junho

Nas próximas semanas, a CPI da Covid vai ouvir depoimentos de médicos, pesquisadores, governadores, ex-assessores do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e também de um empresário. Em junho também começam a ser ouvidos os governadores. 

Entre os nomes que serão ouvidos estão alguns membros do chamado "gabinete paralelo", como Nise Yamaguchi, Filipe Martins e o empresário Carlos Wizard. O grupo seria o responsável por dar orientações de como lidar com a pandemia ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

A agenda prevista é:

  • 1º de junho – Nise Yamaguchi

  • 2 de junho – Clovis da Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia; Zeliete Zambom, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade; Francisco Alves, infectologista do Hospital Emílio Ribas (SP); Paulo Porto Melo, médico neurocirurgião;

  • 8 de junho – Nísia Trindade, presidente da Fiocruz

  • 9 de junho – Elcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde

  • 10 de junho – Markinhos Show, ex-assessor do Ministério da Saúde

  • 11 de junho – Cláudio Maierovitch, médico sanitarista, e Nathália Pasternak, microbiologista e pesquisadora da USP

  • 15 de junho – Marcellus Campêlo, secretário de Saúde do Amazonas

  • 16 de junho – Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro

  • 17 de junho – Carlos Wizard, empresário

  • 22 de junho – Filipe Martins, assessor da Presidência da República

  • 23 de junho – Representante do Instituto Gamaleya, desenvolvedor da vacina russa Sputnik V

  • 24 de junho – Jurema Werneck, do Movimento Alerta

  • 29 de junho – Wilson Lima, governador do Amazonas

  • 30 de junho – Helder Barbalho, governador do Pará

A expectativa é que em 1º de julho a CPI receba o governador do Piauí, Wellington Dias.

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Convocação de governadores

Senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado aprovaram, nesta quarta-feira (26), a convocação de governadores e ex-governadores sobre supostas irregularidades na destinação de recursos federais para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Os pedidos miram estados já investigados pela Polícia Federal.

Confira a lista:

  • Wilson Lima, do Amazonas

  • Ibaneis Rocha, do Distrito Federal

  • Waldez Góes, do Amapá

  • Helder Barbalho, do Pará

  • Marcos Rocha, de Rondônia

  • Antonio Denarium, de Roraima

  • Carlois Moisés, de Santa Catarina

  • Mauro Carlesse, de Tocantins

  • Wellington Dias, do Piauí

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) foi afastado do cargo por suspeitas de integrar organização criminosa que praticou irregularidades na área da saúde do estado.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), também foi convocado a depor na CPI da Covid. Os senadores receberam relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apura irregularidades no uso da verba da União pelo Governo do Distrito Federal na pandemia.

Até agora, foram ouvidos na CPI:

  • Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde

  • Nelson Teich, ex-ministro da Saúde

  • Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde

  • Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

  • Carlos Murillo, CEO da Pfizer na América Latina

  • Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação

  • Ernesto Araújo, ex-ministro de Relações Exteriores

  • Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde

  • Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan