CPI da Covid: Tasso pede convocação da Abin para explicar declaração de Bolsonaro de "guerra química" da China

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O relator da PEC 6/2019, senador Tasso Jereissati, durante a reunião deliberativa para análise da PEC 6/2019, que modifica o sistema de Previdência Social.
Membro da CPI da Covid, senador Tasso Jereissati
  • Senador Tasso pede convocação de diretor da Abin para explicar declaração de Bolsonaro contra China

  • Presidente disse ontem em evento que pandemia faz parte de "guerra química" da China

  • Membros da CPI da Covid criticaram ataque do presidente ao país asiático

A sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado nesta quinta-feira (6) com uma fala do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre a declaração de ontem do presidente Jair Bolsonaro de que a pandemia faria parte de uma "guerra química" da China. Ele afirmou que vai apresentar requerimento para convocação do diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem, para explicar se existe algum indício de "guerra".

Tasso avaliou que a fala de Bolsonaro sobre a China foi uma das “mais graves e sérias” que já viu um mandatário do país fazer. “Se não for verdade, estamos fazendo uma injúria, uma calúnia ao maior fornecedor de vacinas”, acrescentou.

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O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, também comentou que o Instituto Butantan anunciou hoje que deve atrasar a entrega de um novo lote da Coronavac por dificuldades na liberação de insumos.

"Pode faltar (insumos)? Pode faltar. E aí, nós temos que debitar isso principalmente ao nosso governo federal que tem remado contra", declarou Dimas Covas, presidente do instituto.

Na sessão de ontem, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), já havia criticado o novo ataque de Bolsonaro ao país asiático.

Aziz lembrou que o país é dependente da China para aquisição de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), insumo utilizado no desenvolvimento das vacinas que hoje imunizam a população brasileira. “Hoje foi muito ruim, viu, Fernando. Ele [Bolsonaro] fala em guerra química”, disse, dirigindo-se ao senador Fernando Bezerra (MDB-PE), que é o líder do governo no Senado.

“Não é momento de a gente cutucar ninguém, nem aqui entre nós. Nós estamos na mão dos chineses para trazer o IFA, a gente depende da China para alguns insumos”, acrescentou o presidente da CPI.

O atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, depõe hoje na CPI. "Solução para a pandemia é a campanha de vacinação", disse Queiroga, em sua fala inicial.

Confira as convocações já aprovadas:

  • Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores (13/05)

  • Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência da República (11/05)

  • Nísia Trindade, presidente da Fiocruz (12/05)

  • Marta Díez e Carlos Murilo, representantes da farmacêutica Pfizer (11/05)

  • Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan (12/05)

  • Fernando de Castro Marques, presidente da União Química Farmacêutica (13/05)

O presidente da Anvisa, Anderson Barra Torres, vai depor hoje às 14h.

A CPI remarcou o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello para o dia 19. Ele comunicou à CPI que pode comparecer presencialmente ao seu depoimento, marcado para quarta-feira (5). Ele alegou que teve contato com pessoas com suspeita de Covid.

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