CPI da Pandemia: advogada que auxiliou em dossiê contra a Prevent Senior irá depor

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Pedro Benedito Batista Júnior, executivo da Prevent Senior, depõe na CPI da Covid - Foto: Pedro França/Agência Senado
Pedro Benedito Batista Júnior, executivo da Prevent Senior, depõe na CPI da Covid - Foto: Pedro França/Agência Senado
  • Advogada que auxiliou na produção do dossiê contra a Prevent Senior deverá depor à CPI da Pandemia

  • O relatório revela as irregularidades que teriam sido praticadas pela operadora de saúde

  • O diretor da empresa afirmou que as informações que constam no dossiê foram fraudadas

A advogada Bruna Morato, que auxiliou na produção do dossiê contra a Prevent Senior, irá depor à CPI da Pandemia na próxima terça-feira (28). O requerimento para sua participação foi aprovado na sessão desta quinta-feira (23) da comissão. 

O relatório produzido por médicos que trabalharam na empresa, e que contou com a ajuda da advogada, revela as irregularidades que teriam sido praticadas pela operadora de saúde.

Por isso, a CPI investiga se a Prevent Senior ocultou mortes registradas em função do chamado tratamento precoce, que prevê a administração de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19.

Em depoimento à comissão, o diretor da empresa, Pedro Benedito Batista Júnior, afirmou que as informações que constam no dossiê foram fraudadas.

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No entanto, o diretor foi acusado pelos senadores de mentir, mesmo tendo feito o juramento de dizer a verdade, e acabou se tornando investigado pela comissão e não mais apenas testemunha.

A expectativa, agora, é para a conclusão dos trabalhos da CPI e a apresentação do relatório final do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

As Comissões Parlamentares de Inquérito não podem punir investigados, mas os pareceres podem indicar uma série de medidas a serem adotadas em relação ao que foi investigado.

Depois de todos os depoimentos e documentos analisados, o relator vai detalhar no parecer, por exemplo, quem deve ser indiciado e o motivo. Os possíveis crimes cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro também deverão ser listados.

O relatório é votado pelos senadores que fazem parte do colegiado e precisa de maioria para ser aprovado.

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