CPI da Pandemia aprova condução coercitiva de suposto lobista da Precisa e retenção do passaporte

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Senadores da CPI da Pandemia se reúnem (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Senadores da CPI da Pandemia se reúnem (Foto: Pedro França/Agência Senado)
  • Senadores da CPI da Pandemia aprovaram o requerimento de condução coercitiva de Marconny Faria.

  • A comissão também aprovou a retenção do passaporte dele por 30 dias.

  • Os parlamentares ouvem o ex-secretário de Saúde do Distrito Federal Francisco Araújo.

Senadores da CPI da Pandemia aprovaram o requerimento que solicita ao Supremo Tribunal Federal a condução coercitiva de Marconny Faria, suposto lobista da Precisa Medicamentos, que prestaria depoimento nesta quinta-feira (2). A comissão também aprovou a retenção de seu passaporte por 30 dias.

No lugar dele, os parlamentares ouvem o ex-secretário de Saúde do Distrito Federal Francisco Araújo. 

O nome de Marconny surgiu em uma investigação do Ministério Público Federal no Pará que apura se ele teria atuado para que a empresa vencesse uma licitação de compra de testes de covid-19.

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O depoente chegou a alegar que estava internado em um hospital da capital federal e que, por isso, não poderia prestar esclarecimentos nesta quinta. Mas a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia determinou que ele fosse à CPI, mas poderia ficar em silêncio.

Como ele não compareceu, os senadores decidiram que iriam colocar em votação o requerimento da condução coercitiva. Mais cedo, o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), havia dito que a Polícia Legislativa estava à procura de Marconny.

Marconny Faria também é apontado como o responsável por ter ajudado na abertura da empresa de Jair Renan, o filho 04 do presidente Jair Bolsonaro. As informações foram reveladas pelo jornal Folha de São Paulo.

A partir da quebra de sigilo telefônico dele, o jornal teve acesso à troca de mensagens com Jair Renan. Os diálogos mostram que começaram a conversar sobre a abertura da empresa em 17 de setembro de 2020.

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