CPI da Pandemia: casos com indícios de corrupção são muitos e comissão não terá como investigar todos, avalia senador

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Senador Alessandro Vieira, em entrevista ao Yahoo! Notícias
Senador Alessandro Vieira, em entrevista ao Yahoo! Notícias
  • O senador Alessandro Vieira avaliou que a CPI não terá como concluir todas as apurações necessárias

  • Segundo ele, os casos com indícios de corrupção são muitos e a comissão não tem instrumentos, nem tempo para investigar tudo

  • Em entrevista ao Yahoo! Notícias, ele indicou ainda quais devem ser os pontos a serem trabalhados pela CPI nas próximas semanas

A CPI da Pandemia retomou os trabalhos nesta semana com foco nas denúncias de corrupção, mas, na avaliação do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a comissão não terá como concluir todas as apurações necessárias. "A CPI não tem instrumentos e tempo pra fazer investigação aprofundada de cada caso com indício de corrupção que está surgindo porque eles são muitos", destacou o senador em entrevista ao Yahoo! Notícias.

De acordo com o parlamentar, que é delegado da Polícia Civil de Sergipe, os casos precisam de investigações qualificadas que a CPI tem dificuldade de fazer porque o colegiado não pode utilizar ferramentas como prisões e interceptações.

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O senador, que é membro suplente da comissão, destacou ainda a importância do trabalho da comissão neste momento. "Quando você tem as instituições, de alguma forma, acovardadas, quando você tem um Ministério Público retraído, inerte, é preciso que o Parlamento ocupe esse espaço".

Últimos depoimentos

O ex-assessor do Ministério da Saúde tenente-coronel da reserva Marcelo Blanco foi ouvido na quarta-feira (4) pela CPI e Alessandro Vieira avaliou que ele "é só mais uma peça no quebra-cabeça que mostra um governo absolutamente sem coordenação, retalhado entre grupos que querem vantagem financeira".

Ele avaliou ainda o depoimento de Blanco. "Deixa sublinhada a existência de um grupo que é histórico lá do Centrão, mais antigo, e outro que vem agora dos militares. Desse grupo de militares da reserva que ocupou o Ministério da Saúde", resumiu.

Próximos passos

Diante da possibilidade de que a CPI seja encerrada no mês que vem, mesmo com autorização para funcionar até novembro, Vieira já indicou quais pontos devem ser melhor aprofundados pelos parlamentares até lá.

Além das investigações sobre os indícios de corrupção na compra de vacinas e as tentativas para justificar os atrasos nas providências necessárias, o senador defende que a atuação do governo federal diante do colapso de saúde em Manaus precisa ser melhor explicada.

Mesmo ressaltando que os indícios de irregularidades sejam aprofundados pela comissão, o senador ressaltou que "a corrupção não é mais grave" do que as mortes registradas durante a pandemia. "Esse é o fato mais grave: as vidas que perdemos, as pessoas que adoeceram e ficaram com sequelas. A corrupção pontual é grave, ela ofende a nossa ética e moralidade, mas ela não é mais grave que as vidas".

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