CPI da Pandemia: em vídeos, médicos da força-tarefa do Ministério da Saúde orientam sobre uso de medicamentos como cloroquina

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Registro de uma das reuniões da CPI da Pandemia (Foto:REUTERS/Adriano Machado)
Registro de uma das reuniões da CPI da Pandemia (Foto:REUTERS/Adriano Machado)
  • CPI da Pandemia recebe novos vídeos de médicos orientando o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19

  • Os profissionais faziam parte da força-tarefa do Ministério da Saúde no Amazonas

  • Um dos vídeos foi gravado um dia antes do colapso da saúde em Manaus

A CPI da Pandemia recebeu vídeos que mostram médicos que integravam a força-tarefa do Ministério da Saúde dando orientações sobre o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 no Amazonas. As informações são da Globonews.

As gravações revelam, por exemplo, uma médica repassando informações falsas para profissionais de saúde de Manaus para justificar a utilização de remédios como a cloroquina e a azitromicina. O vídeo foi gravado em 13 de janeiro, um dia antes de a cidade entrar em colapso.

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A médica cita uma fake news sobre a cidade de Porto Feliz, em Sao Paulo, que teria registrado, até 13 de janeiro, 20 mortes pelo coronavírus. Segundo ela, o baixo índice de óbitos seria em função da adoção do chamado tratamento precoce, que não existe.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), recebeu os vídeos e disse que serão incorporados à investigação da comissão.

A CPI da Pandemia retoma nesta terça-feira (2) depois do recesso parlamentar. Em entrevista ao Yahoo! Notícias, o senador Humberto Costa (PT-PE), afirmou que os novos destaques desta nova fase estão definidos: o caso Covaxin e a Precisa Medicamentos, a VTCLog e os hospitais federais.

“Nós já vamos ter os primeiros depoimentos, envolvendo algumas pessoas que são chaves para nós conseguirmos desvendar alguns esquemas que existem hoje no Ministério da Saúde. Entre elas, o presidente da Precisa, que é, sem dúvidas, uma empresa que cumpre um papel, digamos, deletério nessa relação com o governo. Chegando ao ponto de ser desautorizada pela Bharat Biotech para ser a sua representante no Brasil”, afirmou o parlamentar.

O caso Covaxin, cujo contrato foi cancelado oficialmente pelo governo no fim de julho, é uma das principais linhas a serem investigadas pela CPI. Documentos falsificados pela Precisa Medicamentos levaram a Bharat Biotech a romper com a empresa brasileira e, com isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária barrou a importação e, em seguida, o Ministério da Saúde suspendeu o contrato.

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