CPI da Pandemia: empresário contrário às vacinas financiou instituto que tentou vender imunizantes ao governo

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O empresário Otávio Fakhoury (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
O empresário Otávio Fakhoury (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
  • Empresário Otávio Fakhoury confirmou ter financiado o Instituto Força Brasil

  • O bolsonarista, contrário às vacinas, é vice-presidente da entidade

  • Foi o instituto que buscou vender para o Ministério da Saúde 400 milhões de doses da vacina da Astrazeneca

O empresário Otávio Fakhoury, ouvido pela CPI da Pandemia nesta quinta-feira (30), confirmou ter financiado o Instituto Força Brasil. O bolsonarista, contrário às vacinas, é vice-presidente da entidade.

Foi o instituto que buscou vender para o Ministério da Saúde 400 milhões de doses do imunizante contra a covid-19 produzido pela Astrazeneca por meio da empresa Davati Medical Supply.

O laboratório negou, porém, que a Davati fosse sua representante. Por isso, o caso também entrou na mira da investigação da CPI.

Ao ser questionado sobre o instituto, o empresário citou Hélcio Bruno, presidente da organização. "No ano passado, ele me procurou. Queria formalizar o instituto e me apresentou os estatutos. Eu combinei, prometi fazer um aporte no instituto para custear, custear o instituto por um período até que ele estivesse operando e estivesse com a captação, estivesse com os membros para que ele pudesse andar por conta própria", disse Fakhoury em seu depoimento.

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O tenente-coronel da reserva Helcio Bruno também teve que prestar depoimento à CPI por sua relação com o caso da Davati.

O bolsonarista chamou ainda Hélcio Bruno de "amigo". "O Coronel Helcio Bruno de Almeida é um amigo pessoal, que eu já conhecia antes. No Instituto Força Brasil, eu assumi uma função institucional, sem poderes deliberativos, apenas como filantropo que ajudou na iniciação do instituto".

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), questionou sobre as divulgações feitas pelo Instituto Brasil. "Por que o Instituto Força Brasil, então, fazia tantas publicações que criticavam o isolamento social, o uso de máscaras e as vacinas contra a covid?".

O empresário respondeu que eram "atos de gestão". "São atos de gestão de quem geria o instituto aqui em Brasília".

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