CPI deve convocar secretária anti-cloroquina demitida do Ministério da Saúde

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A secretária de Enfrentamento à Covid-19, Luana Araújo, e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participam da cerimônia de lançamento da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19.
A secretária de Enfrentamento à Covid-19, Luana Araújo, e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participam da cerimônia de lançamento da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19.
  • CPI da Covid no Senado deve convocar infectologista Luana Araújo

  • Ela deixou o cargo de secretária de Enfrentamento à Covid-19 dez dias após ser anunciada

  • Médica já se manifestou contra medicamentos do chamado 'kit covid'

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado deve convocar para depor a infectologista Luana Araújo. Dez dias após ser anunciada como secretária de Enfrentamento à Covid-19, a médica deixou o Ministério da Saúde. A pasta não informou o motivo da saída dela.

A infectologista já havia feito manifestações contrárias ao uso de cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina no tratamento contra a covid-19, inclusive em pacientes com sintomas leves.

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O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) protocolou na CPI o pedido de convocação de Luana Araújo.

De acordo com a nota oficial divulgada pelo Ministério da Saúde, a pasta está em busca de outro nome de perfil técnico e com base em evidências científicas.

Araújo havia sido anunciada para o cargo no último dia 12 pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ela é formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós graduada em epidemiologia na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

CPI vai ouvir Capitã Cloroquina

Na próxima terça-feira (25), a CPI da Covid no Senado ouve a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. Conhecida como “Capitã Cloroquina”, ela foi a responsável pelo planejamento de uma comitiva de médicos que difundiu o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra o novo coronavírus em Manaus dias antes de o sistema de saúde do Amazonas entrar em colapso, em janeiro último.

Mayra Pinheiro
Mayra Pinheiro

A secretária já confirmou, em depoimento dado ao Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, que o Ministério da Saúde incentivou o uso da cloroquina nas visitas de médicos voluntários em Manaus. A viagem aconteceu em janeiro, pouco antes da crise de oxigênio na capital amazonense.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a secretária fique em silêncio ao ser questionada sobre a atuação dela em Manaus durante a CPI da Covid-19 no Senado. 

Mayra Pinheiro tentou repetir a estratégia do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para ter o direito de ficar em silêncio durante o depoimento à CPI da Covid no Senado. Mas o pedido foi negado pelo ministro.

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