CPI: Diretora da Precisa se nega a informar quanto empresa receberia em tratativa da Covaxin

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Emanuela em depoimento à CPI da Covid. Foto: Reprodução
  • Emanuela Medrades dá depoimento nesta quarta-feira

  • Ela disse que contrato é protegido por cláusula de confidencialidade

  • Senadores afirmam que isso não se aplica por se tratar de dinheiro público

Durante em seu depoimento para a CPI da Covid, a diretora da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, afirmou que não poderia revelar o valor ganho pela empresa na intermediação da compra da vacina Covaxin com o Ministério da Saúde e a fabricante Bharat Biotech.

A questão foi levantada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

“Que tipo de remuneração faz jus à Precisa nas negociações que fez com o Brasil para a Bharat. É uma comissão? É um valor fixo? É feito contra entrega de mercadoria? Qual o tipo de remuneração que é feito neste contrato?”, perguntou o senador.

Em resposta, a diretora afirmou que “o contrato que rege a negociação entre a Precisa e a Bharat é confidencial e eu não tenho autorização para expor aqui”.

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Diante da resposta, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) lembrou que “o valor total pago pelo contribuinte brasileiro é transparente, obedecendo o princípio da publicidade”.

Segundo ele, os contratos são regidos pela Lei 8.666/1993, que rege licitações. De acordo com o senador, “a mesma lei dispõe também em seu artigo terceiro a publicidade como regra geral, e a confidencialidade como exceção”.

E completou: “Estamos falando aqui de dinheiro público”.

Emanuela respondeu afirmando que apenas é exigida publicidade em relação ao valor pago pela União. E acrescentou: “Mais uma vez, não houve oferta menor do que 15 dólares por dose, que é o preço internacional”.

Sobre o contrato entre a Precisa e a fabricante indiana, a diretora afirmou não ter acesso aos valores. “E qualquer discurso em cima disso, eu posso comprometer a operação inteira. Eu prejudico a vinda dessas vacinas para o Brasil”, declarou.

O senador Tasso contestou afirmando que “essa operação já está comprometida, sem dúvida nenhuma”.

“A senhora deixa uma série de interrogações. Essa diferença, por exemplo, que foi da expectativa de 10 a 15 dólares é, por acaso, a participação de terceiras empresas na negociação”, disse o senador Tasso. “Isso é uma dúvida que fica evidente. Nós temos o direito de requisitar esse contrato de representação, porque ele tem que ser absolutamente transparente, até porque o pagamento, pelo que eu entendi, não seria feito à Bharat, nem à Precisa, e sim à empresa em Singapura”.

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