CPI encerra sessão após apelo de representante da Precisa e repete oitiva nesta quarta

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Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos, em depoimento à CPI da Covid no Senado (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos, em depoimento à CPI da Covid no Senado (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Após pedidos de adiamento, a sessão de hoje da CPI da Covid-19 foi encerrada. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), decidiu encerrar a sessão por conta dos pedidos da depoente Emanuela Medrades, representante da Precisa Medicamentos. Após 12h, ela alegou estar "exausta". Medrades vai prestar depoimento a partir da manhã desta quarta, em conjunto com o sócio-diretor da Precisa, Francisco Maximiano.

Ao retornar a sessão, que havia sido interrompida até que o STF (Supremo Tribunal Federal) se pronunciasse sobre um pedido da comissão, a depoente apenas respondeu sobre sua função na Precisa. 

"É humanamente impossível você passar o dia inteiro nessa tortura, depois vir aqui e precisar depor por mais oito horas, sendo que eu estou totalmente disposta a esclarecer e eu só pedi 12 horas de adiamento", afirmou. 

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A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) então questionou se a depoente iria colaborar em uma eventual sessão na quarta (14). Após a resposta afirmativa, Aziz então encerrou a sessão. 

A depoente foi a sessão desta terça amparada por um habeas corpus do Supremo que garante o direito a não criar provas contra si. Medrades evitou responder, no entanto, até questões que pouco diziam respeito a ela. 

Aziz encaminhou oficialmente um embargo de declaração ao STF questionando os limites do habeas corpus, o que motivou a interrupção na sessão. Ele questionou no documento se a depoente já cometeu crimes por falso testemunho. 

O presidente do STF, Luiz Fux, atendeu parcialmente a dois embargos (recursos), um apresentado pela CPI e outro pela defesa de Emanuela Medrades, que decidiu ficar em silêncio em seu depoimento. 

Pela decisão de Fux, caberia à depoente decidir se a resposta a uma pergunta poderá incriminá-la, mantendo, assim, o silêncio. 

O magistrado, no entanto, disse que nenhum direito é absoluto e que cabe à CPI avaliar se a depoente abusa dessa prerrogativa, afirmando que a comissão tem os instrumentos para adotar providências.

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