CPI faz primeira reunião secreta para definir convocação de governadores e prefeitos

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Integrantes da CPI da Covid realizam na manhã desta quarta-feira a primeira reunião secreta do colegiado para discutir a possibilidade de convocar governadores e prefeitos a depor. De acordo com parlamentares, ainda não há consenso sobre o tema. Há mais de 140 itens na pauta de votação, entre eles pedidos de reconvocação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, e do atual ministro da pasta, Marcelo Queiroga. Mesmo com a eventual aprovação, a data para os depoimentos só é definida posteriormente e nem todos precisam ser chamados.

A lista de requerimentos a serem apreciados foi definida pela cúpula da CPI, em acordo com os senadores independentes e da oposição, que são maioria. De acordo com relatos, no entanto, governistas querem rever a lista das possíveis testemunhas.

O critério usado para a escolha dos governadores foi selecionar todos os estados que são alvo de investigação da Polícia Federal, o que inclui Wilson Lima (AM), Hélder Barbalho (PA), Claudio Castro (RJ), Ibaneis Rocha (DF), Mauro Carlesse (TO), Carlos Moisés (SC), Eduardo Leite (RS), Antônio Oliverio Garcia de Almeida (RR) e Waldez Góes (AP). O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, também está na lista.

Já nos municípios, a linha de corte foram prefeitos e ex-prefeitos de capitais. Neste caso, alguns senadores também tentam insistir para oitivas com representantes de outras cidades também.

A convocação de governadores, defendida pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), virou foco de divergência nos bastidores até mesmo entre os senadores independentes e da oposição, que fazem parte do chamado 'G7'. O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), e o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), argumentam que a apuração vai desviar o foco do governo federal, além de abrir precedentes para governistas tentaram ampliar demais as investigações, o que poderia dificultar os trabalhos. Eles também argumentam que não faz sentido trazer representantes de estados que já são alvo de operações da PF.

No início da sessão, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), passou alguns minutos conversando fora dos microfones com o presidente, o relator e o vice-presidente da CPI. Depois do início dos trabalhos, o presidente Omar Aziz (PSD-AM) anunciou que os parlamentares iriam para outra sala para uma reunião secreta.

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