Por aglomerações de Bolsonaro e risco de 3ª onda, CPI marca para o dia 8 novo depoimento de Marcelo Queiroga

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Possibilidade de uma terceira onda da pandemia no Brasil acelerou volta do ministro à CPI - Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
Possibilidade de uma terceira onda da pandemia no Brasil acelerou volta do ministro à CPI - Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
  • Possível terceira onda da pandemia acelera retorno de Queiroga à CPI

  • Ministro deve ser questionado também sobre as recorrentes participações de Bolsonaro em aglomerações

  • Decisão foi tomada após o depoimento da médica bolsonarista Nise Yamaguchi

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltará a ser ouvido pela CPI da Covid no Senado no próximo dia 8. A data foi acertada nesta terça-feira em reunião dos senadores de oposição e independentes na casa do presidente da comissão, o senador Omar Aziz (PSD/AM).

Apelidado de 'G7', o grupo de senadores independentes e de oposição que integram a CPI da Covid já havia decidido antecipar a reconvocação do ministro Marcelo Queiroga. A princípio, o plano era ouvir o ministro apenas após a comissão obter novas informações, mas a possibilidade de uma terceira onda de infecções e recorrentes participações do presidente Jair Bolsonaro em atos com aglomeração mudaram o plano.

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Os senadores se reuniram após o depoimento prestado pela médica Nise Yamaguchi para traçar uma nova estratégia. 

Na oitiva realizada nesta terça-feira com Yamaguchi, os senadores tentaram avançar sobre a formação de um gabinete paralelo que aconselhava o presidente sobre a pandemia em detrimento das recomendações oficiais do Ministério da Saúde.

Aziz quer barrar discussões sobre cloroquina

Presidente da comissão avalia que discussão sobre fármaco tem sido cansativa e improdutiva para os trabalhos de apuração - Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
Presidente da comissão avalia que discussão sobre fármaco tem sido cansativa e improdutiva para os trabalhos de apuração - Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images

Nesta terça-feira, o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, afirmou que a comissão não deve mais tratar de cloroquina. A cúpula da CPI avaliou nesta terça-feira que não foi produtivo colocar a Nise para depor, já que ela defendeu visões pessoais sobre questões técnicas, o que não ajuda no avanço das investigações. 

Além disso, avaliam que está cansativo continuar abordando o tema da cloroquina neste momento e que isso contribui para propagar desinformação. O grupo que integra o 'G7' realizou uma reunião na noite de terça-feira para traçar uma nova estratégia para as próximas semanas.

— Não será necessário ela vir mais. Esse assunto já acabou. Cloroquina, CPI não tem que tratar mais. O assunto já deu. Passou oito horas aí, não conseguiu apresentar uma publicação científica sobre cloroquina — disse Omar em entrevista coletiva após o fim a sessão.

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