CPI pedirá esclarecimentos ao Rio sobre aglomeração de Bolsonaro, diz Randolfe

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Brazilian President Jair Bolsonaro (C) gestures as he heads a motorcade rally with his supporters in Rio de Janeiro, Brazil, on May 23, 2021. - Bolsonaro led a procession of several thousand motorcycles that marched through the streets of Rio de Janeiro for a demonstration in his support, sparking numerous demonstrations amid the pandemic. (Photo by ANDRE BORGES / AFP) (Photo by ANDRE BORGES/AFP via Getty Images)
Brazilian President Jair Bolsonaro (C) gestures as he heads a motorcade rally with his supporters in Rio de Janeiro, Brazil, on May 23, 2021. - Bolsonaro led a procession of several thousand motorcycles that marched through the streets of Rio de Janeiro for a demonstration in his support, sparking numerous demonstrations amid the pandemic. (Photo by ANDRE BORGES / AFP) (Photo by ANDRE BORGES/AFP via Getty Images)
  • CPI da Covid no Senado pedirá informações ao governo e à Prefeitura do Rio sobre aglomeração de Bolsonaro

  • Presidente Jair Bolsonaro participou de evento com motociclistas no Rio de Janeiro neste domingo

  • "Vamos pedir informações do governo do estado do Rio e da prefeitura se houve autorização para este evento de hoje", disse vice-presidente da CPI

A CPI da Covid no Senado pedirá informações ao governo e à prefeitura do Rio de Janeiro sobre a aglomeração provocada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste domingo (23), informou o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

"Vamos pedir informações do governo do estado do Rio e da prefeitura se houve autorização para este evento de hoje. Se não houve, cobraremos quais as providências serão tomadas para responsabilizar o presidente da República por conta da clara infração à ordem sanitária", disse Randolfe, segundo reportagem do portal G1.

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Sem máscara, Bolsonaro participou de evento com motociclistas na zona oeste do Rio de Janeiro. Acompanhado de uma comitiva, ele provocou uma grande aglomeração de apoiadores. O presidente percorreu, de motocicleta, aproximadamente 60 quilômetros até o Monumento dos Pracinhas, no Flamengo, zona sul da cidade.

A expectativa dos organizadores é que 10 mil motociclistas participaram da manifestação.

Decreto estadual do Rio de Janeiro determina o uso de máscara obrigatório em todos os locais públicos do estado: "Fica considerado obrigatório, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, enquanto vigorar a situação de emergência em saúde em virtude da pandemia da Covid-19, o uso de máscara de proteção respiratória, seja ela descartável ou reutilizável, de forma adequada, em qualquer ambiente público, assim como em estabelecimentos privados com funcionamento autorizado de acesso coletivo".

Para o vice-presidente da CPI, a aglomeração provocada pelo presidente, somada à presença do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, representa "um acinte às quase 450 mil famílias enlutadas".

Integrante da CPI, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) criticou em uma rede social o passeio de moto e a aglomeração provocada pelo presidente em um momento no qual se discute o risco de uma terceira onda da pandemia no Brasil.

"Em comunicado de emergência, gestores do SUS alertam Bolsonaro para a chegada da 3° onda de mortes pela Covid. Uma fase mais cruel e mortal. O que Bolsonaro faz? Aglomera, não usa máscara e pior, seus apoiadores tampam alertas sanitários contra a COVID-19. CRIMINOSO!!!", escreveu o senador.

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Na manhã deste domingo, sete senadores que integram a CPI da Covid se reuniram por videoconferência. Na conversa, os parlamentares trataram sobre a nova aglomeração provocada pelo presidente e fecharam acordo em torno de algumas providências.

Além do pedido de informações ao governo do Rio, os senadores decidiram que deve ser votada e aprovada nova convocação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e do atual titular da pasta, Marcelo Queiroga. A reconvocação dos dois já vinha sendo discutida pela CPI.

Os senadores avaliam apresentar pedido para que prestem depoimento à CPI o ex-governador do Rio Wilson Witzel e o atual governador Cláudio Castro.

Os senadores também querem aprovar a convocação da infectologista Luana Araújo. A médica ficou apenas dez dias à frente da recém-criada Secretaria de Enfrentamento à Covid. Os membros da CPI querem saber se ela, que já se posicionou contra o tratamento precoce e o uso da cloroquina, sofreu pressão no cargo.

Participaram da conversa neste domingo o presidente e vice-presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues, e o senadores Humberto Costa (PT-PE), Rogério Carvalho (PT-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

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