CPI: Quebra de sigilo mostra ação de Eduardo Bolsonaro em ataques a adversários

·2 minuto de leitura
Deputado Eduardo Bolsonaro, com máscara no queixo e usando boné, participa de manifestação de apoiadores de Bolsonaro
Deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
  • Documentos mostram ação de Eduardo Bolsonaro em ataques a adversários do governo

  • Dados, obtidos pela quebra de sigilo, foram entregues à CPI da Covid no Senado

  • Material foi recolhido em processos movidos por deputados federais vítimas desse grupo

Documentos entregues à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado mostram a ação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em páginas de ataques a adversários do governo. Os dados, obtidos por meio da quebra de sigilo, foram divulgados pelo site Poder 360.

O material foi recolhido em processo dos deputados federais Joice Hasselman (PSL-SP), Junior Bozzella (PSL-SP) e Julian Lemos (PSL-PB) em que eles se dizem vítimas desses grupos.

Leia também:

São listados nomes de pessoas que operaram páginas, perfis ou grupos de mensagens que defendem o governo e publicam contra adversários do presidente Jair Bolsonaro. Os nomes dessas pessoas citadas no processo, que está sob sigilo não havia sido divulgados.

Confira:

  • Eduardo Bolsonaro – deputado e filho de Jair Bolsonaro;

  • Eduardo Guimarães – assessor de Eduardo Bolsonaro;

  • Alexandre Magno Conceição – assessor de Eduardo Bolsonaro;

  • Simara Pires Salomão – mulher de Edson Pires Salomão, assessor do deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP);

  • Eduardo dos Santos Martins – assessor de Douglas Garcia (PTB-SP);

  • Rinaldo Escudeiro – militante bolsonarista;

  • Lucas Ferreira da Silva – militante bolsonarista.

Os deputados que abriram o processo suspeitam de uso de dinheiro público nos ataques coordenados. Um dos processos mostra uma lista de publicações feitas no horário de trabalho por assessores do deputado estadual paulista Douglas Garcia (PSL).

“Os documentos apresentados pela Vivo demonstram as ofensas organizadas pelo réu Douglas Garcia mediante a utilização dos seus servidores do gabinete, pagos com dinheiro público“, diz trecho do processo.

Os documentos foram entregues pelo deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) ao presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM). Frota afirmou que as pessoas identificadas no processo estariam usando o mesmo sistema para atacar a CPI da Covid.

“É a mesma operação que a gente identificou no passado. Continuam usando esse expediente da intimidação para tentar calar quem é crítico”, disse.

Segundo o deputado, há emails e mensagens de aplicativos no material mostrando as ações do grupo.

Na semana passada, o relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), fez um requerimento de dados à CPMI das Fake News.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos