CPI: Servidora diz que contrato da Covaxin não tinha fiscal até 22 de março, dias depois de conversa dos irmãos Miranda com Bolsonaro

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Employee of the Ministry of Health, Regina Celia Silva Oliveira attends a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil July 6, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Servidora do Ministério da Saúde Regina Celia Silva Oliveira, em depoimento à CPI da Covid no Senado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A servidora do Ministério da Saúde Regina Célia de Oliveira afirmou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, nesta terça-feira (6), que o contrato de compra da vacina indiana Covaxin não tinha fiscal até o dia 22 de março, quando ela foi nomeada. O contrato entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde já havia sido assinado há um mês.

A nomeação aconteceu dois dias após a reunião dos irmãos Miranda com o presidente Jair Bolsonaro.

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A fiscal de contratos do ministério afirmou também que fez um relatório sobre as falhas na execução do contrato da Covaxin apenas em junho deste ano.

O contrato de compra da vacina indiana previa a entrega do primeiro lote de 4 milhões de doses da vacina em 17 de março. Célia relatou que fez uma notificação sobre atrasos na entrega dos imunizantes em 30 de março. Em seguida, no dia 24 de maio, ela encaminhou um ofício à Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde sobre os atrasos. Segundo ela, nenhuma providência foi tomada. 

O nome da servidora foi citado durante o depoimento do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e do irmão Luis Ricardo Miranda, que chefia a divisão de importação do Departamento de Logística da Saúde.

Miranda relatou aos senadores do colegiado que a servidora “atropelou” o processo de importação do imunizante.

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