CPI tornará público conteúdo de celular de PM que denuciou suposta propina do governo Bolsonaro

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Luiz Paulo Dominguetti, the representative of Davati Medical Supply, attends a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil July 1, 2021. REUTERS/Adriano Machado
CPI da Covid considerou importante expor conversas entre Dominguetti e Cristiano Carvalho, representante da Davati no Brasil (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Omar Aziz aceitou pedido para levantar sigilo sob conteúdo do celular de Luiz Paulo Dominguetti

  • Pedido foi feito pelo senador Rogério Carvalho

  • Parlamentar alegou importância nas conversas entre Dominguetti e Cristiano Carvalho, representante da Davati no Brasil

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), decidiu levantar o sigilo do conteúdo do celular de Luiz Paulo Dominguetti. O cabo da Polícia Militar de Minas Gerais depôs à comissão na semana passada e ofereceu o aparelho de forma voluntária para perícia. 

O pedido foi feito pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE). "No último dia 1º de junho, essa CPI ouviu o sr. Luiz Paulo Dominguetti. Como é de conhecimento de todos, o depoente, naquela ocasião, se dispôs a oferecer a este comissão todas as informações para ajudar o país a resolver a questão das vacinas. Ato contínuo, o senador Randolfe Rodrigues, no exercício da presidência, determinou a apreensão do celular do senhor Dominguetti, o que foi feito pela Polícia Legislativa do Senado Federal. Nós recebemos o conteúdo dessa apreensão e o conteúdo está rotulado como sendo sigiloso", explica o questão de ordem.

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Carvalho argumenta que, como o celular foi oferecido de forma voluntária à CPI, sem qualquer restrição, o material deveria ser revelado. O conteúdo destacado seria a troca de mensagens entre Dominguetti e Cristiano Carvalho, representante da Davati no Brasil.

O pedido foi deferido por Omar Aziz. Com isso, as conversas entre Dominguetti e Cristiano Carvalho serão tornadas públicas. 

A decisão não agradou senadores governistas, que reclamaram até mesmo da apreensão feita na ocasião. Marcos Rogério (DEM-RO) afirmou que a CPI não teria arcabouço jurídico para periciar o celular de Luiz Paulo Dominguetti. "Nosso papel aqui é de investigar, mas não se pode praticar crimes em nome dessa investigação", alegou o senador. 

O senador Fabiano Contarato (Cidadania-ES) e o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apoiaram a decisão. Por fim, Otto Alencar (PSD-BA) reclamou que Omar Aziz não mandou prender o cabo da PM, por ter mentido em depoimento à comissão. "Já mentiram demais nesta CPI", declarou. 

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