CPI vai incluir em relatório mentira dita por Bolsonaro associando Aids à vacina da Covid-19

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Fala de Bolsonaro será incluída no relatório final da CPI (Andressa Anholete/Getty Images)
Fala de Bolsonaro será incluída no relatório final da CPI (Andressa Anholete/Getty Images)
  • CPI da Covid vai incluir no relatório final a fala mentirosa de Bolsonaro

  • Randolfe Rodrigues explicou que a Comissão também fará recomendações às redes sociais sobre as práticas do presidente

  • Jair Bolsonaro pode ser obrigado a se retratar pela fala e multado caso não obedeça a determinação

A CPI da Covid vai incluir em seu relatório final a fala mentirosa de Jair Bolsonaro (sem partido) ligando a vacina contra o coronavírus à Aids. Foi o que relatou o vice-presidente da Comissão, o senador Ranfolfe Rodrigues (Rede-AP) ao jornal O Globo.

Segundo explicou Randolfe, a CPI também vai inserir recomendações às redes sociais sobre as recorrentes publicações com informações falsas feitas pelo presidente.

“Nós não só incluiremos no relatório final como incluiremos uma recomendação às redes sociais - Facebook, Instagram, Twitter e Youtube - para que tomem as providências devidas sobre a reiterada prática de crime por parte do presidente da República”, declarou.

Um ofício proposto pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) vai ser encaminhado a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do inquérito das fake news, destacando a reincidência de prática criminosa e propondo providências a serem tomadas em relação a Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante sua live semanal (Foto: Youtube/Reprodução)
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante sua live semanal (Foto: Youtube/Reprodução)

“A primeira (providência) será a aplicação de multa e intimação do presidente da República para desmentir em nova live a mentira que propagou, sob pena de alta multa diária a ser executada diretamente nos seus vencimentos, se assim não fizer. Complementar a isso, a determinação judicial para suspensão ou eventual banimento de Jair Bolsonaro das suas redes sociais”, relatou Randolfe.

Entenda o caso

Em sua live semanal, Bolsonaro voltou a propagar informações mentirosas sobre a vacina contra a Covid-19. Ele mais uma vez defendeu o chamado "tratamento precoce", comprovadamente ineficaz no combate ao vírus, e ligou o imunizante ao vírus HIV, causador da Aids.

"Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados (15 dias após a segunda dose) estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids) muito mais rápido que o previsto". Sabendo que a fala era falsa, Bolsonaro emendou: "Não vou ler aqui porque posso ter problemas com a minha live".

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