CPI vai pedir a shopping imagens de encontro do governo com Davati

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Brazilian Senator Randolfe Rodrigues, Senator Omar Aziz and Senator Renan Calheiros attend a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil June 10, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Requerimento foi feito pelo senador Alessandro Vieira e aprovado pela CPI da Covid no Senado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • CPI da Covid vai pedir imagens ao Shopping Brasília para averiguar encontro entre governo e Davati

  • Luiz Paulo Dominguetti, representante da Davati, acusa o governo Bolsonaro de ter cobrado propina na compra de vacinas

  • Encontro aconteceu em 25 de fevereiro, no restaurante Vasto

A CPI da Covid no Senado aprovou um requerimento para pedir ao Shopping Brasília as imagens de câmeras de segurança. O pedido foi feito à CPI pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

O objetivo é comprovar que ocorreu o encontro entre o então representante do Ministério da Saúde, Roberto Dias Ferreira, ex-diretor de Logística, e Luiz Paulo Dominguetti, representante da Davati Medical Supply. 

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O encontro no shopping aconteceu no dia 25 de fevereiro de 2021, no restaurante Vasto. No dia seguinte, 26 de fevereiro, a empresa formalizou a proposta por email. 

A oferta da Davati era de 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca contra a covid-19. À Folha de São Paulo, o representante da empresa no Brasil, Luiz Paulo Dominguetti, revelou que Dias Ferreira pediu propina de 1 dólar para negociar os imunizantes.

Roberto Dias Ferreira chegou ao Ministério da Saúde indicado pelo líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR). Barros, no entanto, nega a indicação. Após a reportagem da Folha de S. Paulo, o ministro Marcelo Queiroga determinou a exoneração do secretário.

A primeira proposta da Davati ao Ministério da Saúde foi respondida rapidamente e a reunião entre as partes foi marcada para o mesmo dia, apenas quatro horas depois do email. 

O comportamento do Ministério da Saúde foi diferente em outras ofertas de venda de vacina, como por exemplo com a Pfizer, quando ignorou dezenas de e-mails e demorou dois meses para responder à farmacêutica. O mesmo aconteceu com o Instituto Butantan, que ofereceu a CoronaVac à pasta ainda em junho de 2020.

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